Fangirl_15: So This Is What MetaFiction Looks Like

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(ARC copy given by NetGalley)
Author: Aimee Roseland
Publication:  8th July 2014
Review by Lady Entropy

Chloe is in love with Lucien.

He’s enigmatic, compassionate, generous and intelligent. Likes classical music just as much as kicking ass and knows his way around a kitchen, though he’d never admit it. He’s gorgeous yet humble and can’t see past his own scars.

The only problem is that Lucien is a character in a novel.

The Dark Riders is one of the best selling paranormal romance series of all time, and it was destined to have eight installments, one for each of the brothers-in-arms. Except the writer died. Worse yet, book seven was finished by some poser that thought killing off one of the main characters would bring a more modern twist to the finale.

Chloe is absolutely devastated by the news that one of her “friends” is dead and that the series is canceled. A midnight escape from the locked office lands her in a deserted parking lot after hours where an unseen force has been waiting.  This supernatural assault strands her in an alternate reality where the Dark Riders are real and the horrible ending created by the publisher hasn’t happened yet.

The greatest strength of this book is how meta it is: an almost obsessive fangirl of a famous romantic urban fantasy series (coughBrotherhoodoftheBlackDaggercough) lives a boring life, wishing she lived in the books she so much loves. Her favourite author dies, leaving another author nobody likes, to complete the series and ruining it forever. And, then, she wakes up inside her beloved series, and proceeds to impress everyone with her secret knowledge of the world, gets adopted into the family and a life of luxury, and ends up finding her amazing powers (and romance with her favourite male character (coughZsadistcough) and never being the victim ever again.

As far as wish-fulfillment fantasies go this is the typical one (a better life + superpowers + wealth + a clique + hooking up with favourite character + being seen as beautiful), but I actually found myself liking how it was pulled off. Now, I know a lot of readers will be turned off by what amounts to Brotherhood of the Black Dagger self-insertion fanfiction (let us not kid ourselves, it is what this is, to the point where I was already addressing the book characters by their BoTBD counterpart’s names in my head — despite the nod to the Dark Hunter series). However, it is still written in a way that I could not fault the writer for, and I still empathized with the main character – certain parts were heartwrenching (I can totally relate to seeing someone taking a favourite book series of yours, and handing it to someone who basically ruins it while desperately trying to get more money out of it – the Chronicles of Amber comes to mind.)

I think the author tapped into a very specific aspect of being a fan of a series of books and managed to put into words things that we all felt before, and that is, I feel, the strong suit of the book.

Ultimately, I think I would recommend this to BotBD fans, because if you take away that particular aspect of the novel, it ends up losing most of its entertaining value, and you miss most of the nods to the main series.

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Death bringer: ohhhh yeaaa!

Death Bringer (Soul Justice #2)
Kate Pearce
Publisher: Carina Press
On sale date: Oct 21, 2013
eISBN: 9781426896538
File size: 609KB
78,000 words
ePrice $2.99

Link to Soul sucker review: https://illusionarypleasure.wordpress.com/2013/04/08/soul-sucker/

Kate’s Pearce Death Bringer…oh boy did I have trouble writing this review… mostly because I was afraid it wouldn’t be a review, rather me fangirling around sending strange and stalker kisses to the book. Not that I fangirl a lot… but you know we all have our guilty pleasures…
So let’s just say that I adore this “duology?”, while the first one lacked in some parts, man this one was all packed and ready to go! Action, romance, erotica and deaths!! You know what I love more than dismembered characters? Blood and deaths (and now that sounded a little too creepy)! Continue reading

Rio Equilibrium

Rio Equilibrium
Ricardo Tomaz Alves
Chiado Editora
Link para o livro no Goodreads

Exemplar cedido pelo autor para uma crítica honesta.

DISCLAIMER:
– Adoro livros de anjos;
– Adoro estudar sobre religiões;
– Adoro mitologia oriental;
– Não me digam que o livro no fim melhora ou nos próximos porque sinceramente… I don’t give a damn! É a crítica deste livro e nada muda isso.

Rio Equilibrium é um livro ainda muito verde onde o autor comete erros básicos fruto de, ou falta de leituras assíduas, ou de pesquisa no campo da escrita criativa. Escrever não é fácil, terminar um livro também não, contudo criar uma história que entretenha e nos motive a continuar é um desafio. A escrita vive de emoções muitas vezes, e emoção é algo que falha neste livro.
Começamos com uma explicação extensa de como Rio Equilibrium foi criado, sem necessidade nenhuma. Tudo que seja backstory não deve ser atirada no início do livro. Aborrece imenso o leitor com detalhes que não servem para nada, apresenta personagens que não vão aparecer mais na história e faz com que a acção seja nula. Isto no início de um livro dita logo a morte do mesmo. O autor tem 50 páginas para “razzle dazzle” um editor. Se o aborrece, o mais certo é o editor não apostar. Continue reading

As Histórias de Terror da Entrada do Túnel

As Histórias de Terror da Entrada do Túnel 
Chris Priestley
Edição: 2013
Páginas: 208
Editora: Arte Plural Edições

As Histórias de Terror da Entrada do Túnel é a prova que a literatura portuguesa infanto-juvenil ainda está a milhas de distância da literatura anglo-saxónica.

Nomeado para um Edgar Allan Poe para melhor novela YA, Chris Priestley perpetua autores como Neil Gaiman e Tim Burton. Pejado de simbolismo e um hino ao conto, As histórias de terror não são feitas para assustar crianças, mas sim adultos. Com um imaginário sem limites para a maldade e uma excelente componente visual (graças às ilustrações de David Roberts), o leitor acompanha pequenas histórias narradas pela morte sobre ambições desmedidas, curiosidade e imprudência, o ciúme e o ressentimento, Priestley consegue através da sua escrita sofisticada claramente vitoriana agradar a adultos e crianças.

Com um dos melhores inícios: “It was the first railway journey I had ever made alone.”, o comboio torna-se numa espécie de limbo onde todos os passageiros dormem e a personagem encontra-se sozinha com a senhora de branco que se entretém a contar histórias de terror (visto que são as únicas que sabe, muito provavelmente porque as presenciou) antes de atingir o clímax do livro. Durante a viagem não se compreende se o objectivo da senhora é entreter Robert ou dar-lhe uma oportunidade para ele mudar. Ao mesmo tempo que aterroriza, as histórias servem para ele reflectir o final das personagens. Robert pensa e arrepia-se, chegando ao ponto onde as histórias chegam sem ele as querer ouvir, mas seduzido pela aparência da mulher, não tem coragem de negar.

A senhora de branco encorpora a estética macabra vitoriana, onde a morte atrai e repele ao mesmo tempo. Se ela, numa primeira visão é linda e educada, aos poucos vamo-nos apercebendo que ela é muito mais macabra do que parece:

‘I detest flies,’ she said. ‘You would think that I’d have become used to them by now, but I never have.’

Plácida, Priestley consegue através da sua escrita maravilhosa captar a essência e personalidade da Morte, que nos aterroriza mas maravilha ao mesmo tempo.

O mais curioso é que esta história poderia ser a de Robert. Através das histórias contadas pela mulher e pela moral que Robert tira delas, ele apercebe-se do seu destino caso continue a ser um “little brat” para a sua madrasta que o adora. A personagem tem assim espaço para poder evoluir e tirar das histórias uma lição em cada uma.

No fim, as pontas soltas atam-se para os mais jovens e os adultos sorriem lerem um livro intemporal devido aos seus temas e personalidade das personagens.

Robert está entusiasmado: pela primeira vez, vai viajar sozinho de comboio! Está a caminho de um novo colégio e vai finalmente deixar para trás o tédio das férias, passadas em casa com a sua irritante madrasta. De início, a viagem ameaça ser bastante aborrecida, sobretudo quando o comboio fica parado, durante horas, à entrada de um túnel profundo e escuro. Mas, felizmente, Edward (I think it’s Robert here) conta com a companhia de uma mulher, esguia e elegante, totalmente vestida de branco, que o vai entretendo com histórias? histórias cada vez mais arrepiantes e perturbadoras. À medida que o tempo vai passando, o comboio continua misteriosamente parado?

Anjos Negros – Ligação

Ligação
Anjos Negros #1
Soraia Pereira
186 páginas
E-book

*Ruiva inspira e expira* Ora vamos lá…
Em primeiro lugar quero dizer que li este livro com muitas coisas na consciência: que a Soraia publicou o livro da forma mais inocente e desinformada; que este livro não teve um editor nem um revisor e que foi o seu primeiro livro.
Dito isto, o veredicto final é de: déjà-vu.

Senti-me a ler o primeiro livro da Irmandade da Adaga Negra (*chuckles*) desde o início até ao fim, devido à plot ser quase copy/paste. Mas esse detalhe à parte, vamos por partes e ver o que é preciso desenvolver:

Personagens:
Este campo foi o que achei mais berrante. Jessica é uma inutil. Ponto. Não tem nenhuma utilidade para além de andar sempre a esvair-se em sangue. Lá tem umas falas engraçadas para o leitor não a querer esvrentar, mas de sumo não tem nada. Zero. É uma Bella sem os dramas. A autora podia ter pegado no passado dela como orfã e ter desenvolvido os sentimentos dela, de solidão, de abandono. Basicamente, ela só serve para estar lá e fazer a plot avançar… Atençao eu não quero uma personagem a matar toda a gente, simplesmente uma que faça mais do que simplesmente estar às portas da morte.
Leonardo é doido. Ponto. Comporta-se como um adolescente com as hormonas aos saltos quando a vê (God knows why… Ok sabemos depois e a desculpa é tão… Cliché que eu só dizia: oh mulher, o que fostes fazer!) Tem ataques de raiva e a nível de Anjo Negro, não é nada demais. Basicamente uma típica personagem masculina cliché paranormal.
Uma personagem que adorei? A’larick! Finalmente alguém normal, ou vá psicopata. Gostava tanto que a Soraia escrevesse um livro sobre ele, onde não o metesse como “bom” ou a “cair por uma mulher”.

Plot/história:
A plot começa bem mas depois não tem meio. É um livro com princípio e fim, onde foi parar o meio? Não há. O meio é um emaranhado de situações desconexas que se arrastam até ao climax onde no final (quase 50 paginas do fim) volta-se à acção. Até lá o meio consiste na Jessica a esvair-se em sangue, o Leonardo e a ir salvá-la, ela a fugir e ele a ir salvá-la outra vez (a sério quantos litros de sangue é que a mulher tem?) Eu sei que meios são muito complicados (eu ainda há pouco lutava contra eles, mas depois de ler uns livros entendi a dinâmica). Os inícios têm sempre um bom fôlego porque é um livro novo e o final, bem todos queremos arranjar um final para a nossa história… Agora o meio? Para os autores é sempre a parte complicada e a que merece mais trabalho. Havia muita coisa a acontecer no final que devia de ter sido puxada para cima, de forma a não estagnar.
De resto é bastante similar ao primeiro livro da Ward da Adaga Negra.

Setting & World build:
Esta foi a parte na qual fiquei muito desiludida. Basicamente a história passa-se em casa do Leonardo por isso porquê Nova Iorque se 95% da acção é em casa e isso muito sinceramente não importa. Faltou mais urbano, mais sítios, mais descriçoes.
O World build aparece todo no fim aos pontapés em forma de tell por parte das personagens, o que embora não sendo a situação ideal, até fecho os olhos porque worldbuild pode sempre ser melhorado à medida que se vai avançando e ir acrescentando novas coisas, DESDE que o autor tenha tudo planeado. Por isso, fico à espera que os Anjos Negros evoluam para algo original e novo.

Escrita:
Precisa de ser bastante afinada. Não falo de erros (à medida que ia lendo anotava), mas há tiques de fala que soam “outdated”, como por exemplo o uso e abuso da palavra “meu” (que queres, meu? Meu, está tudo bem?) e “tá”. Outro detalhe é o product placement excessivo e chato: o Leonardo vestia Armani, tinha um carro Xpto-racer, cheirava a não sei quê… A sério? A miuda é uma orfã que tem um apartamento minusculo e o narrador mete-se a dizer as marcas das roupas? A menos que as companhias paguem ao autor, por favor não façam product placement. Beber uma Coca-cola, fumar um Malboro até entendo, mas vestir uma saia H&M ou andar numa vespa modelo XYZ… E descrever o quarto todo ao pormenor demorando por vezes parágrafos inteiros com decoração, se o pessoal achou os Maias seca, também vai achar aqui.

Em suma, Ligação é um primeiro manuscrito que precisa de muito trabalho, mas que com tempo e revisões ia ao sítio. Temos de nos lembrar que o mercado português precisa muitas vezes de algo “novo” para se sentir revigorado. Acho que a Soraia ainda vai a tempo de mudar muita coisa e inovar em vários aspectos (tanto nas personagens ou no setting). É importante que os autores não se deixem influenciar demasiado pelo que está publicado e aproveitem esses livros para melhorar e não apenas seguirem (e isto aplica-se a TODOS os autores). Irei ler o segundo com esperanças que alguns destes aspectos tenham melhorado (e se a Soraia algum dia tiver pachorra para rever este primeiro com olhos de lince, estarei aqui para ajudar).

O oceano no fim do caminho

O Oceano no fim do caminho
Neil Gaiman
Tradução: Rita Graña
Páginas: 184
Coleção: Via Láctea Nº 113
P.V.P.: 13,90€
ISBN: 978-972-23-5199-7

Há algo que tenho a certeza quando termino de ler as narrativas de Gaiman: quero que os meus filhos cresçam a ler os livros dele. Gaiman está para os livros como a Pixar está para os filmes, consegue ao mesmo tempo encantar crianças e adultos. O oceano no fim do caminho representa os dois lados de um ser humano: o infantil, onde a imaginação é uma arma poderosa para sobreviver à infância e o adulto, que sente uma nostalgia dos seus tempos de infância e quer voltar a sentir a inocência.

O oceano no fim do caminho consegue capturar o pior do nosso mundo imaginário infantil: os monstros, com o pior do mundo adulto: a angústia, o sacrifício por aquele que mais amamos e a perda, dando no fim uma sensação de falsa esperança. Recuperamos temas já característicos da obra de Gaiman como a identidade e a morte.

No Oceano, a personagem principal não possui nome. Essa ausência de uma marca de identidade forte, já tinha aparecido na “Estranha vida de Nobody Owens”, onde, como o nome indica, o rapaz era um “nobody”. No entanto somado a esse “ninguém” havia um apelido. No Oceano não. De certa forma, esta ausência de identidade que marca o protagonista contribui para uma sensação de que ele é mais do que uma personagem, é um símbolo, que encerra em si todo o espírito do que fomos uma vez na nossa infância. E tal como na infância fantasia e realidade estão diluídas, Gaiman aproveita essa distorção para criar uma história simples mas ao mesmo tempo complexa. Aliado a essa complexidade, surge Lettie, que é uma sidekick poderosa, uma espécie de amiga imaginária para os mais pessimistas (ou realistas) e talvez para os mais optimistas a amiga que sempre quisemos ter. Lettie vem de uma família poderosa e antiga que protege o nosso mundo dos monstros. A família Hempstock aufere uma aura de sabedoria e calma, assegurando que o protagonista não está a enlouquecer quando vê os monstros, por exemplo quando Urusula (uma suposta pulga) aparece e tenta seduzir o pai. Ursula detesta o protagonista porque ele consegue ver quem ela é, mas na verdade ela não é um monstro, mas sim provavelmente uma mulher que apenas está a ter um affair com o pai e, por isso, torna-se num monstro na cabeça da personagem.

Mais do que Lettie e o rapaz, o Oceano é ele próprio uma personagem presente. Situado no fim de um caminho, o Oceano representa a ponte entre os dois mundos (dos vivos e dos monstros), mas simultaneamente é uma espécie de limbo. O “lane” (traduzido para português e brasileiro como “caminho”) representa a “lane” da vida. Não é por acaso que o homem se suicida no fim do caminho e sempre que a protagonista perde alguém importante, regressa a casa das Hempstock e ao fim desse caminho. Neste lugar, o tempo é uma mistura de memórias mal misturadas, onde o protagonista regressa para reviver os bons momentos da sua infância (mesmo que seja imaginária) e fugir da sua vida aborrecida e banal.

O fim do caminho não tem qualquer utilidade para os adultos a não ser alimentar-se de memórias e o oceano de vidas. Lettie marca o protagonista numa espécie de ritual de passagem de criança inocente e feliz a alguém que começa a conviver com a perda. Mesmo sabendo que Lettie não está em casa, o protagonista volta sempre para poder voltar a ser feliz e inocente, tendo possivelmente, a consciência que isso nunca será possível, mas mantendo a esperança. Se toda a história que ele nos conta é verdadeira, isso nunca iremos saber.

Este livro é tanto um conto fantástico como um livro sobre a memória e o modo como ela nos afeta ao longo do tempo. A história é narrada por um adulto que, por ocasião de um funeral, regressa ao local onde vivera na infância, numa zona rural de Inglaterra, e revive o tempo em que era um rapazinho de sete anos. As imagens que guardara dentro de si transfiguram-se na recordação de algo que teria acontecido naquele cenário, misturando imagens felizes com os seus medos mais profundos, quando um mineiro sul-africano rouba o Mini do pai do narrador e se suicida no banco de trás.

A queda de Artur

Ficha Técnica:
A queda de Artur
J. R. R. Tolkien
Christopher Tolkien
Editora Publicações Europa-América
Dezembro 2013
P.V.P: 22,25€
Edição bilingue
Mais informações: http://www.europa-america.pt/

TOLKIEN E A FACETA MENOS CONHECIDA DO PÚBLICO

A Queda de Artur não é um livro, é um poema inacabado de Tolkien, onde o autor tentou contar uma versão fiel ao estilo medieval da história do Rei Artur. Fortemente influenciado por Thomas Malory e Geoffrey of Monmouth (Le Morte d’Arthur), Tolkien delineou os versos usando a métrica característica do Old English e o verso aliterativo (escrita marcada pela aliteração). Para os mais distraídos, Tolkien já tinha feito uma incursão pelos versos aliterativos através do épico Sir Gawain and the green Knight, que retrata a história de um cavaleiro da Távola Redonda do Rei Artur, depois de ele e toda a corte serem desafiados por um cavaleiro verde a dar-lhe um golpe com a condição de passado um ano e um dia o cavaleiro poder retribuir esse golpe. Continue reading