O lago perdido

250_9789897261367_lago_perdidoLago perdido
Sarah Addison Allen
Quinta Essência
280 páginas
4star

 

 

 

 

 

 

synopsisbutton

Uma história bela e arrebatadora sobre amores antigos e novos, e o poder das ligações que nos unem para sempre…
A primeira vez que Eby Pim viu Lago Perdido foi num postal. Apenas uma fotografia antiga e algumas palavras num pequeno quadrado de papel pesado, mas quando o viu soube que estava a olhar para o seu futuro.
Isso foi há metade de uma vida. Agora Lago Perdido está prestes a deslizar para o passado de Eby. O seu marido George faleceu há muito tempo. A maior parte da sua exigente família desapareceu. Tudo o que resta é uma velha estância de cabanas outrora encantadoras à beira do lago a sucumbirem ao calor e à humidade do Sul da Georgia, e um grupo de inadaptados fiéis atraídos para Lago Perdido ano após ano pelos seus próprios sonhos e desejos. É bastante, mas não o suficiente para impedir Eby de abrir mão de Lago Perdido e vendê-lo a um empreiteiro.
Este é por isso o seu último verão no lago… até que uma última oportunidade de reencontrar a família lhe bate à porta.

Livro recebido pela editora para review honesta

O Lago perdido é a viagem mais negra que Allen fez no seu percurso literário. Se os seus outros romances traduzidos carregavam um ambiente mágico, o Lago perdido é mais complexo, carregado de personagens e temáticas a elas associadas. O livro “fede” a morte: Kate e Eby são viúvas, Wes viu o seu pai e irmão morrer, Lisette sente-se culpada por um homem se ter suicidado por ela. São estes os pontos de partida que leva as personagens a mudar. Mas nem por isso o lago tem menos encanto. Se o início algo lento devido aos capítulos grandes pode demover um leitor mais habituado a uma história leve, por outro apela à reflexão de diversos temas através da personalidade e história das personagens. Ao mudar o foco constante de personagens, Allen deixa que o único protagonista, o lago, atraia e manipule os que o rodeiam. Tal como as suas personagens, o lago está perdido, escondido algures num lugar remoto.
Cada personagem está a aprender com os erros do passado e a tentar contorná-los no presente. Kate tenta ser uma mãe melhor, mesmo depois da perda do marido; Eby está dividida entre vender a propriedade após a morte de George, Wes luta contra a memória do seu falecido irmão, Lisette recusa os avanços amorosos de Jack, por sentimentos de culpa, mesmo estando apaixonada por ele. Todas estas personagens encarnam o tema universal da morte e de como se luta contra o sentimento de perda. Kate tem a filha e um antigo amor; Eby tem a propriedade tal como Wes e Lisette tem Eby como sua amiga.
Existe ainda um enorme paralelismo entre esta obra e o romance de Faulkner. Em ambas as histórias, a personagem principal é algo inanimado: o lago e o cadáver de Addie, o enredo revolve à sua volta no início ao fim mesmo que estas personagens não tenham direito a uma fala. A sua existência destabiliza tudo em seu redor.
No Lago perdido, Wes fala do seu falecido irmão que queria ser um crocodilo e Devin fala e vê um crocodilo no Lago Perdido. Na minha morte, Vandarmar, o filho mais novo quando vê o cadáver da mãe associa-a à imagem do seu peixe que morreu e diz: A minha mãe é um peixe.
Por ultimo, em ambas as obras as personagens fazem uma viagem grande para enterrarem o passado e começarem de novo, no Lago perdido ou depois de enterrarem Addie.
O Lago perdido pode ser lembrado como uma incursão negra nos romances de Allen, talvez devido à sua recente luta contra o cancro que coloca todo o nosso mundo mágico menos encantado. Contudo, a autora encontrou neste canto mais escuro algo que vale muito a pena ler. Porque quando arrancamos de nós personagens tão fieis e reais, combinamos temas intemporais e criamos uma obra lindíssima, é impossível não querer regressar a este mundo destruído de forma tão harmoniosa.

Advertisements

Thirst: A Society History Lesson in Novel Format

Image

(ARC given by Netgalley)
Author: Mary Donnarumma Sharnick
Publishing House: Fireship Press
292 pages
Publication:  2nd March  2012
Review written by Lady Entropy

Allow me a slight deviation on the topic of this book. In Portugal, there is this idea that if you’re “smart”, you can write books well. That’s why we have so many books written by teachers, journalists, politicians, etc. that are absolutely unbearable because the person might be smart and an expert in their field, but that doesn’t mean they can write. Because, you guessed it, writing is something you need to learn to do. If we don’t expect a butcher to be able to perform surgeries, why do we expect journalists to be able to write books?

That rant done, that is the chief problem with this book. This writer, well, can’t write. Oh, she tries very hard, that shows, but I remember that one of my earlier thoughts on the book were “This sounds like something written by a history teacher”. And when I was done reading it, ‘lo and behold, I find that the author is a history major. Yeah. It shows. The only reason this books doesn’t get one star less is because, individually, the scenes are very instructive. We learn a LOT about the Venetian society of the time, and if you look at this book not as a book, but a guide to society\era, you actually pick up some interesting things. Unfortunately, that also means that, unlike a lot of books which are more than the sum of its parts, this book — just isn’t.

There isn’t a clear protagonist, at least 4 of them, scenes jump back and forth in time and protagonist, so god help you if you don’t remember just who that character is and what her\his story is, because it means you might spend half the chapter trying to identify who this is about (especially problematic with the Nuns, because they have different names in their civilian life and as Nuns. And then there is the issue with some of the scenes focusing on lesser, almost nameless characters.

This is the danger of people who follow religiously the “Show don’t tell” motto. We get swamped with details that just contribute to confuse you and distract you from the main story. There should be an addendum to this “SDT” motto: only “Show IMPORTANT things that contribute to the story”. Knowing that Victoria (whose only role is to make a small testimony in trial) was violated anally when she was younger just comes across as a pointless attempt at being edgy and dark.

The structure is a mess, the main story isn’t clear, the “side plots” are many and follow different characters so this book is not particularly pleasant or easy to read. The only recommendation I could do was for people interested in the era, and read this as a series of disconnected scenes portraying the several classes and society of the era in Venice.

I’m still puzzled by the cover blurb that says “Venice will never be the same…” since the conflict is quite small in the grand scheme of things, and the establishment wins in the end, so any changes are quickly smoothed over and forgotten.

Espero por ti

Espero por ti
Jennifer Armentrout
Páginas: 352
Editor: Porto Editora

Comprei o ebook e depois da Titinha do blogue Desabafos e sapatos vermelhos anunciar que ia começar a ler decidi fazer uma pequena leitura conjunta. O género New Adult está a ganhar uma nova força e o facto deste livro não ser erótico causou-me alguma estranheza ter uma bolinha vermelha no canto.

“Espero por ti” foca-se em temas mais negros para uma audiência mais adulta, embora sempre de uma forma pouco aprofundada. Temas como o abandono familiar, a violação e todo o drama que isso acarreta nas vítimas aparecem ao longo da história. No entanto é a transformação e evolução das personagens que traz algo de bonito à trama. Se Avery tem a sua auto-estima arruinada por um acontecimento trágico, Cameron tem uma auto-confiança excessiva que ao início parece arrogante contudo com o tempo tanto Avery começa a quebrar o gelo e a socializar e Cam passa de convencido a um bom amigo. Para isso contribuem os diálogos dinâmicos com diversas situações cómicas que aos poucos servem para o leitor cada vez se aproximar mais das personagens.

Apesar de tudo, sentimos a falta de algo mais maduro e mais pérfido, embora os pais de Avery conseguem irritar o leitor, falta um antagonista que consiga perpetuar um sentimento de revolta. No fundo “Espero por ti” funciona como chick-lit, um livro light new adult que serve para uma boa tarde de leitura.

Candidatar-se a uma faculdade a centenas de quilómetros de casa foi a única forma que Avery Morgansten, de dezanove anos, encontrou para fugir ao acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. No entanto, quando se cruza com Cameron Hamilton, um colega mais velho, com um metro e oitenta de altura e uns olhos capazes de derreter qualquer uma, o seu mundo estilhaça-se por completo. Envolver-se com ele é perigoso, mas ignorar a tensão entre os dois parece impossível.
Até onde estará Avery disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, que ameaça ruir todas as suas certezas e dar-lhe a conhecer um mundo de sensações que julgava estarem-lhe negadas para sempre?

What should I read next?

Blood From a Silver Cross: Not Bloody Bad!

Image
Publishing House: eKensington
235 pages
Publication: 6th February 2014
Review written by Lady Entropy

Book 4 in the Kat Redding Series
“Some people still call Kat Redding by her hunter name: Lady Death. But she’s not eager to see more violence brought to her doorstep. The neverending tide of hungry supes and vicious humans doesn’t change the math—sooner or later Kat’s one-vamp battle against the nightmares that infest Columbus is going to leave her dead. And she has innocent people—well, a werewolf and a demon-summoner—depending on her now.
But when a rogue werewolf who’s opted out of the bloodbath is found crucified and mutilated with toxic silver, Kat knows she’ll be tangling again with the dangerous Pureblood murderers of the cult of the Left Hand. She already has an undead countess blackmailing her into taking out the city’s garbage and a demon playing with her head. Add to that her serious suspicions about changes at the house of her uneasy ally Jonathan Alucard, werewolf denmaster, and Kat might have finally gotten in danger so deep, not even Lady Death can survive…” Continue reading

[Sneak-peek] O menino de Cabul

logo_medio_oriente

O menino de Cabul é uma história que nos conquista depois de ser lida e não durante. A narrativa deixa no leitor um paladar nostálgico e a história do país de Hosseini torna-se nossa. Não admira os autores do médio oriente darem-se tão bem em Portugal, tal como o nosso povo, também eles estão cheios de sentimentos de nostalgia, do passado que contrasta sempre com o presente. Tal como os portugueses que vivem nas glórias dos nossos antepassados, Hosseini invoca a doçura e alegria de viver numa Afeganistão sem talibãs e sem o pesadelo do terror que o povo afegão sofreu. Existe uma harmonia entre Os Terraços de Teerão e O menino de Cabul, ainda que estes dois sejam passados em dois locais diferentes. O estilo de narrativa todo ele evoca um passado pacífico com memórias de uma infância tranquila para dar lugar a uma adolescência turbulenta e a uma idade adulta repleta de fantasmas.