Top ten books on Adeselna’s summer TBR list

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Top Ten Tuesday is hosted by The Broke and the Bookish.

The Portuguese shelf

1. A filha do Barão (The baron’s daughter) by Célia Loureiro: Even though I’ve read it already as a beta, the manuscript was revised and edited and it was such a great novel that I need to re-read it again 🙂

2. Estou nua e agora? (I’m naked, now what?) by Francisco Salgueiro: Even though I never read anything by this author, the Publisher was kind to give me the e-book without me even asking (I love this type of kindness, especially if I’m ignored when I ask for an ebook that I really want to read);

3. Encontro em Itália (Encounter in Italy) & Inverno de Sombras (Winter of shadows) by L.C. Lavado: Both low fantasy Portuguese novels previously self-published by the author. The reviews have been very positive, so I guess that these two are a must read in the summer.

4. A chama ao vento (The flame in the wind) by Carla M. Soares: This ebook has been lying on my tablet for too long. Having read three books of this author, I know that this book is going to be awesome, although a bit darker than her others.
The “I’ve been waiting forever for you to read me”:

5. The Gargoyle by Andrew Davidson: this poor novel was not well received in Portugal. The price eventually dropped to 2,90€ and I couldn’t resist.

6. Mildred Pierce by James M. Cain: The great depression! Just because I never grow tired of the twenties, plus my edition has Kate Winslet on the cover!

7. The bronze horseman by Paulinna Simons: Even though I have the Portuguese edition give the high prices I might give this book and buy the English version. Everyone has told me to read it so I guess I can’t delay it much more ^^

8. A matter of sin & Beautiful distraction by Jess Michaels: A girl needs her erotica! Also I am longing to read something new by Jess Michaels.

9. Mein zweites Leben by Christianne F.: Even though I started reading it two months ago, it is a book with some heavy content. I look forward to finish it this summer.

10. Wicked by Shannon Drake: this trilogy has been literally waiting forever for me to read it! I’ll take care of it this summer.

All these books are in paperback except for Jess Michaels and Carla M. Soares. Of course those books I already started reading (with the exception of Christianne F.) were not featured on the list because they’ll be read these weeks.

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O livro perfeito para os portugueses

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Hoje saiu a entrevista do autor João Barreiros relativo ao Projecto Adamastor, onde se fala de clássicos e onde o autor diz e cito: Ninguém lê. Ninguém lê por gosto.
Achei a citação curiosa porque pelo que tenho visto ultimamente a literatura tem sido consumida por aqueles que GOSTAM de ler. Eu gosto de ler erótica (bastante), gosto de ler romances, gosto de ler fantasia, gosto de ler um bom livro de terror e gosto de ler um bom livro de ficção científica. No entanto quando li a frase lembrei-me que há dias a blogger Pipoca mais Doce teve a infelicidade de criar um post onde dizia que a autora Sylvia Day era uma espécie de E. L. James porque vendia livros como quem vende pães. Se essa é a definição da nova L. James, o Samarago com as edições da Porto Editora certamente destronará a Sylvia Day rapidamente. Continue reading

Nanowrimo dia 26: personagens feias

Pois é, meus queridos, estava eu atarefadíssima a recuperar as palavras diárias e notei uma coisa… Nos meus projectos de fantasia não tenho nenhuma personagem masculina bonita… É a vida. Uma criatura passa quase um mês a escrever, pensa-se que é original e depois pimba, nota que afinal a criatura é feia como as outras que criei! Não há direito. Descobri, de igual forma, que adoro desfigurar personagens femininas… Isto deve ser um fetiche e Freud iria adorar analisar o meu cérebro. Senão vejamos:

Como consumir cultura literária barata

Como consumir cultura literária barata

(um guia muito prático e simples é só preciso força de vontade)

  • Utilize a plataforma do Smashwords para descobrir novos autores portugueses em edições de autor e baratos.
A auto-publicação começa a ser uma escolha dos autores.
O Smashwords é a plataforma preferida dos portugueses que se auto-publicam. Porquê? Porque dá para colocar os e-books de forma gratuita em diversos formatos. O autor e o leitor escusa de se preocupar com a formatação. O site fá-lo automaticamente e sem problemas. O seu e-reader não lê .mobi? Pode descarregar o .epub. Não tem e-reader e quer ler o conto em pdf? Também o pode fazer. Normalmente os preços dos e-books são bastante baixos (ao contrário de alguns da LEYA que são no mínimo 10€), alguns chegam a 1,50€ – 2€. Não se enganem ao pensar que o baixo preço reflecte a qualidade. Muitos dos autores simplesmente consideram que, não sendo conhecidos, e sendo e-book não podem abusar dos preços. Muitos dos e-books tiveram editores/betas e revisores. A auto-publicação não tem de ser um processo solitário e aos poucos os autores começam a entender isso.

A minha saga como professora e como autora ou escritora… ou só gaja!

A minha saga como professora

Juro-vos que estou cada vez mais confusa com isto da prova! Mas hoje estou feliz, é daqueles raros dias em que saio da escola e penso: today was a good day! Porque hoje os meus alunos do 2º ano começaram a ler e a escrever frases *sings oh happy day* Estou feliz, apesar de ainda ter que lhes relembrar as regras básicas do tipo “coloquem o dedo no ar”, “senta-te”, noto que os miudos (pelo menos os meus) não conseguem fazer qualquer tipo de esforço cognitivo. Se é fácil, ficam chateados porque é fácil, se aumento um pouco a dificuldade já começam a chorar porque em vez de consultarem o material, preferem que eu lhes diga as respostas. Sempre fui uma professora e explicadora que gosta quando os alunos raciocinam, puxem pela cabeça. Simplesmente parece-me que os alunos (again podem ser só os meus 40 alunos) preferem ter tudo certo a copiar rápido do que puxar 5 minutos pela cabeça. O que lhes interessa é um visto e não o processo de aprendizagem.

Como dinamizar um livro?

Agora que a sessão de lançamento da Antologia “Amores contados” está aí, (●´∀`●) começo a ter ideias para dinamizar a antologia:

  • Colocar um excerto: Ao colocar um excerto, o leitor pode ler um pedacinho do que vem aí e ficar interessado para comprar. Os excertos costumam estar disponíveis no site da editora ou na Wook. Pessoalmente adoro este tipo de “pseudo”divulgação, porque se o livro for realmente bom, o início agarra o leitor!
  • Oferecer livros/e-books para recensão: Outra forma de tentar atrair o público é enviar o e-book ou um exemplar do livro para os blogues poderem dizer de sua justiça. Os prós é o livro ser falado, os contras são que ficamos sem exemplares e não ganhamos nada (sem ser publicidade, claro);
  • Blog tour: Oferecer um exemplar e fazê-lo correr por blogues para que em cada semana, o livro esteja em destaque num blogue (em vez de haver 5 reviews numa semana e depois toda a gente esquece o livro), ou então enviar o e-book. O lado positivo de um blogue tour é que o livro será falado entre blogues com bastante espaço temporal!
  • Criar um website: ok, isto talvez é ir longe demais, mas se for um autor bastante prolifero, um site nem que seja no wordpress vale bem  a pena. É bastante importante entrar em contacto com os leitores, ouvir críticas e saber como evoluir e, claro, manter os leitores curiosos 🙂
Qual acham que é a melhor técnica para conseguir dinamizar um livro? ( ・◇・)?

Como enviar um manuscrito para uma editora?

Escrever um livro não é fácil, mas enviar para as editoras também não! Quando aceitei receber manuscritos, muitas vezes recebia-os mal formatados, coisas não justificadas com buracos enormes entre parágrafos, ou então capítulos atolhados. Sabemos que a apresentação conta e bastante para uma editora, quanto mais profissional o seu manuscrito se parecer, melhor será a suia conotação para com o editor. Há pequenos segredos que nem sempre os autores conhecem e por vezes depende de editor para editor, mas enquanto no estrangeiro, as editoras revelam o formato que querem, em Portugal, nem por isso. Brevemente irei explicar o que fazer e o que não fazer num manuscrito e depois um pouco do resumo que é enviado para as editoras.
PS: este não é daqueles posts com segredos para ser publicado por ma editora! Ainda não cheguei tão longe, mas quando souber publico aqui um desses, até lá acredito somente no poder do factor C! E no factor de um manuscrito com boa apresentação e no talento…
Como enviar um manuscrito para uma editora?

1. Via E-mail: dentro desse e-mail terão de ir: as primeiras 50 páginas do manuscrito; uma carta de apresentação que NÃO é um CV e o resumo de 2 páginas da obra.
2. Porquê 50 páginas? Podem sempre parar de ler quando quiserem: True and not true. A verdade é que um documento de word não é muito grande, nem ocupa muito espaço. O objectivo das primeiras 50 páginas é ver o quanto a história pode cativar um leitor. Se, enquanto editores, queremos saber mais da história, temos o resumo. Se gostarmos, pedimos mais, senão não adianta estarmos a ler o livro todo quando as 50 páginas não são boas.
3. Mas, há tantos livros cujas primeiras metades são uma seca e o resto é bom! Também verdade, mas sou apologista que isso é uma treta. Sejamos honestos, se você é um autor que nunca ninguém viu mais gordo na vida, ninguém vai passar dessas primeiras páginas. Pessoalmente costumo dar ao autor uma chance de quatro capítulos ou 30 páginas. Se nessas páginas vejo demasiadas coisas a serem trabalhadas, páro.
4. Que font escolho? Eu detesto Times New Roman!
Em Portugal parece-me haver mais liberdade de fonts do que no estrangeiro. Lá fora há duas opções: Times New Roman ou Courier. Porquê Courier? Porque é um tipo de letra mono-espaçado que evita textos mal formatados. Pode ser um nabo em word, que Courier não o deixa ficar mal. E tem sempre uma apresentação cuidada e profissional. Se for bom entendedor de Word, pode sempre ir mais além e usar Garamond, Linux Libertine entre outros. Evite tipos de letra muito fortes ou pequenos. Courier 11 está perfeito, tal como Garamond 11 ou Linux Libertine 11. Pode sempre mostrar que tem alguma criatividade, no entanto se tiver dúvidas Times New Roman 12, espaçamento 1,5 justificado ou Courier New 11 espaçamento 1,5 justificado.
5. Ok, já mudei a font e está tudo bem e agora?
5.1. O estilo de layout:
Há uns dias atrás estava eu a pesquisar sobre como enviar um manuscrito para uma revista estrangeira e vi as regras que seguiam um modelo. Por vezes eles pedem-vos para seguir o modelo de Chicago, outros pedem o standard de William Shunn. No modelo de Shunn podem ver algo bastante útil: o wordcount. Embora este possa ser colocado na carta de apresentação, dá um jeito enorme ler o manuscrito tendo em conta que o livro tem por exemplo 120 mil palavras e estamos a ler apenas as primeiras 20 mil (por exemplo). OU que o texto tem 80 mil palavras e estamos a ler as primeiras 15 mil. Isso faz diferença? Faz sim! Se for um bom editor, tem calculado dentro da mente os passos da narrativa e dá para ver bem que o autor mete palha/empata ou se está a seguir um ritmo fluido. Por isso, podem sempre colocar no header: o vosso nome/ título da obra/ número de palavras total do vosso manuscrito. Ajuda imenso quem tem de ler uns 50 manuscritos por semana ou mês!
5.2. As quebras de página:
Há quem não goste de quebras de páginas num manuscrito – pessoalmente adoro-as. Há manuscritos que não têm designação de capítulos, como raio hei-de saber se mudei de capítulo ou não? Se não tiverem algo a dizer Capítulo 1 em bold e em maiúsculas, façam quebra de página.
5.3. Controlador de viúvas e órfãos:
Isto é uma opção no word fantástica:
“Controle de viúva (a última linha de um parágrafo) impede que uma linha que está sendo impressa sozinha na parte superior de uma página. Ele também impede órfão (a primeira linha de um parágrafo) que está sendo impressa sozinha na parte inferior de uma página. Controle de linhas órfãs/viúvas deve ser desactivada se cada página deve ter o mesmo número de linhas.
O controlo de linhas órfãs/viúvas não é aplicada a parágrafos com três linhas ou menos. Uma alternativa para essa situação é usar a opção manter juntas parágrafo (no menu Formatar, clique em parágrafo e, em seguida, clique na guia fluxo de texto ou linha e quebras de página) que mantém o parágrafo seja dividido entre páginas.”

6. Já tenho o meu manuscrito formatado e pronto para ser enviado. Agora resumo ou sinopse, posso enviar uma sinopse como aquela que vejo nos livros? Não! 
A sinopse de que as editoras falam não é uma sinopse de 2 parágrafos, mas sim um resumo INTEIRO do livro! Princípio, meio e sim, fim! O editor é e não é um leitor ao mesmo tempo. O editor tem de ver se o meio e o fim adequam-se ao início e para isso só lendo mesmo o resumo. Por isso, se vocês andavam a enviar coisas de 2 parágrafos, you have been doing it wrong. Neste resumo podem colocar também em que género é que o vosso manuscrito se encontra, titulo, número de palavras. Procurem não exceder as 2 páginas. Poder de síntese e cativar o editor são duas palavras-chave. Por isso, toca a rever os vossos resumos e fazerem algo que as editoras vão querer logo publicar! Ou não… 

Já têm o manuscrito pronto, bem formatado e o resumo também bem formatadinho e bonito. Agora só falta a carta de apresentação, mas isso… deixemos para outra altura!
Qualquer dúvida ou comentário, não hesitem em comentar.

Now novel: Parte II

O tema:

O tema ou então o motivo. Os bons livros costumam ter temas e motivos diversos, alguns difíceis de decifrar, outros mais fáceis. Nem todos os livros podem ter temas ou motivos, contudo é isto que adicionar profundidade aquilo que escrevemos. Como estudei literatura, o que eu mais sei é temas, simbolismos etc. Muitas vezes o autor fica preocupado com a história que se esquece de passar mensagens, claro que há aqueles que abusam dos temas. Acima de tudo tem de haver equilíbrio e o autor não poderá exigir que o leitor se aperceberá dos temas ou de todas as pistas que este coloca.

Nos temas as primeiras perguntas são um bocado inúteis, não entendo muito bem o que as conversas que eu tenho com as pessoas, têm a ver com os temas, contudo a partir de metade é-nos pedido para escolher 3 dos nossos livros favoritos e falar sobre os seus temas.

AS MINHAS ESCOLHAS:

Anthony & Cleopatra de William Shakespeare (António e Cleópatra)

Tema – Amor, poder e tragédia
A farewell to arms de Ernest Hemingway (Um adeus às armas):
Tema – A realidade horrível da guerra, dor e sofrimento
The Catcher in the rye de J. D. Salinger (O apanhador no centeio)
Tema – O mundo adulto vs. O medo de crescer e fazer parte desse mundo (permanência da idade da inocência)
O que há de comum nos temas destas obras?
Ambas as obras tratam da dor e sofrimento. Cleópatra sofre um derrota e acaba por ficar sem o seu amante e suicida-se, Henry é testemunha dos horrores da guerra e sofre com essas imagens, Holden em The Catcher in the rye aliena-se do mundo tentando evitar o facto de estar a crescer e estar cada vez mais perto de pertencer a um mundo que odeia: o mundo adulto.

Agora que analisamos as obras que “mais gostamos”, está na hora de nós escolhermos um tema para o nosso livro. Visto que a minha novel passa-se num setting disópico, onde o sistema é totalitário escolhi: 
Man’s inhumanity to man
The cruel ways in which people treat their fellow human beings.

Pessoalmente, julgo que este tema é o mais central, pois ao longo da narrativa desenvolvo outros e um símbolo que uso muito é a menção da designação “the good wife”, tratando de outro tema: o papel das mulheres. Mais uma vez, o nownovel é um guia, não Deus na terra!
(Atenção, estas opções são fruto das nossas escolhas prévias, pode não vos calhar o mesmo que a mim)

TANTO O STORY TYPE COMO A PLOT E O SETTING TÊM DE SER PAGOS: 99$/6 meses ou seja 12€/Mês e inclui:

PRODUCT
Story type selector
Step-by-step plot development
Individual character creation
Comprehensive setting specifics
Novel skeleton guideline

SUPPORT
Weekly motivation and training e-mails
Homework crits on the Now Novel writing community forum
Guides on every step of the writing process
Access to exclusive creative writing webinars

Apesar de isto ser quase um curso de escrita, não vou inscrever porque já estou a seguir outro curso. Para quem achar que precisará de ajuda poderá ter 1 mês por 19$ ou 14€.

Personagens:

Basicamente o que isto faz são fichas de personagens. Normalmente eu aconselho os autores a fazerem fichas primeiro, fornecendo algumas guidelines. O mau é que temos 1h para completar o registo e algumas coisas são bastante confusas.

How is their weight?
 Grossly overweight
 Slightly overweight
 Within range
 Underweight
 Severely underweight
 Yes
 No
 Only on weekends
 Only when nobody else is around

Por exemplo na minha novel, a Cathaline é uma sobrevivente que, como as pessoas normais, foram abandonadas pelo regime e vivem dos restos dos ricos (e alguns comem animais). Neste sentido a pergunta “How much do they earn?” ou “What hours do they work?” não faz sentido. Esta ficha é bastante detalhada, contudo aconselho os autores a fazerem skip pois muitas perguntas são inúteis para a história. Pode ir desde “What was their favourite toys?” no infância ou então “Who is their best friend?” (o que me fez lembrar que a Cat é uma pessoa extremamente sozinha, que basicamente dedicou o último ano a tentar salvar o marido). Se as personagens estão numa relação e estão tristes surge a pergunta: What is the core problem that they argue about most when in a relationship? – por exemplo, no meu coloquei “complicated”, visto o marido, Rhys, estar a morrer. 
Julgo que o melhor é pegar nos temas que eles dão e fazer algo com isso:

CHARACTER SPECIFIC
DEMOGRAPHICS
APPEARANCE
WORK
RELAXATION
FOOD
STUFF
HOME
FAMILY
CHILDHOOD
FRIENDS
RELATIONSHIP
MONEY
FEARS
DEMEANOUR

Podem pegar em só algumas partes e fazer a ficha, por exemplo em relação à aparência, medos, casa/lar, comida (que é importante na minha novel) e relações. Claro que adaptamos ao nosso contexto, sabendo mais ou menos aquilo que se trata.
Esta segunda parte é um pouco pior que a primeira, porque basicamente temos 3 opções inutilizadas, mas a parte dos temas agrada-me. Faz com que os autores comecem a pensar o que querem trabalhar e como, sem ser snobs e pensar que isso de profundidade só se vê nos grandes livros. Pessoalmente adoro quando um livro tem bastante por onde explorar (estilo Anna Karenina) e aborreço-me quando um livro é apenas preto no branco e quase não posso fazer uma crítica de jeito, porque o livro em si tem pouco suminho.

Blogue:

O Now Novel tem também um blogue com temas excelentes, sendo o meu favorito até agora a questão: “Como tornar os nossos vilões mais humanos?” Oh meu Deus, parece que entraram na minha cabeça e na dúvida que me vem a assombrar na história da Adosinda! É mesmo isso! Eu quero meter o meu vilão mais humano, quero que o leitor não o odeie totalmente, mas também quero que o leitor o odeie o suficiente para torcer pela personagem principal. No fim, apenas um pode vencer e embora tenha construído as personagens principais de modo a que nos apaixonemos por elas, mas de forma a que o vilão consiga ter alguma voz do tipo “não quero que ele morra, porque gosto dele… mas ele fez tão mal à personagem principal que quero que ele pague por tudo.”
Claro que isto é o que eu quero… como chegar lá é outra história!

Há também um texto sobre como “dominar a purple prose” (ou prosa púrpura), que muitos autores tendem a abusar.

Fórum:

Para quem quiser discutir algo mais abertamente, pode usar o fórum que é gratuito.

Extras:

Novel Blueprint:
Basicamente é-nos dado um pdf com tudo o que preenchemos no Dashboard.

Scrible pad:
Um espaço onde se pode escrever o que nos apetecer, seja cenas relacionadas com o nosso livro, ou um momento ou talvez algo que não tenha nada a ver com o livro. Basicamente é um espaço onde podemos escrever livremente.

Experts guide:
Para quem tiver problemas com bloqueios criativos, ou falta de motivação, poderá pedir ajuda a “experts” ou pessoas com experiência que ajudam os autores a lidar com vários dilemas, seja nas personagens ou na estrutura.

The A-Z of novel writing:

Um documento onde tem vários conceitos sobre writing por ordem alfabética:

C – Climax
Everyone loves a good climax. In novels and in life. But the climax doesn’t always have to be a shootout, or a car chase, a divorce or a murder.  Sometimes the climax happens inside the person, and it’s totally invisible on the outside. Not to the reader, of course, the reader is right there with the character, experiencing the shift. But it doesn’t have to be outwardly dramatic.

Pessoalmente também adoro um bom clímax e fico bastante desiludida quando não há nenhum. Parece que a obra fica incompleta e não há aquela emoção quase final. O clímax devia de levar os acontecimentos até à cena final (o fim). Quando um clímax é bom, a resolução sofre imediatamente com as decisões tomadas nesta fase.

E – EmpathyProbably one of the most important tools for a writer to have, and one that isn’t mentioned nearly enough. Forget grammar and good spelling (though I do love good spelling and I would prefer you never forgot your grammar). If you don’t have empathy for your characters, if you can’t feel what they’re feeling, your readers won’t be able to understand them. Work on your powers of empathy if you want to be a better writer… and a better person, in fact.

Não gosto muito quando as personagens não me tocam de forma a que eu pense “ok podes morrer, see if I care.” Acho que nunca nenhum livro que transmita emoções fortes através das personagens foi alvo de críticas nessa parte. Os autores não se deixem enganar. Um bom leitor entende bem quando um autor adora uma personagem e quando detesta outra. 
– Eu adoro esta personagem por isso vou fazê-la muito feliz e facilitar-lhe a vida: errado. 
– Eu detesto esta personagem por isso vou matá-la e deixá-la sofrer: também errado. 
Basicamente um bom conselho para qualquer autor é: não amas essa personagem? Então nem sequer a coloquem no livro. Devemos adorar todas as nossas personagens, incluindo vilões. Senão porque é que estamos a perder tempo com algo que detestamos? Aposto que o até mesmo o George R. R. Martin deve adorar a construção que fez em redor do Jeoffrey. Aposto como ele adorava o Ned e pensou “kill your darlings”. Eu pessoalmente não faço muito “kill”, mas mais tortura: torture your darlings. 

H – Heart
A novel without heart is like a play without actors. I don’t care whether you’re writing crime, fantasy, romance or horror, every novel has to have heart. You have to care about it and believe it has great worth. I assure you that even those authors who write a new novel every 2 weeks put heart into their work.

Na mesma onda da definição ali em cima, ler mexe com emoções: seja raiva, revolta, chorar de alegria, etc. Se se termina um livro com uma sensação de “mnhe”, então algo falhou.

O veredicto final:

O Nownovel é uma ferramenta muito boa para os autores que ainda estão a começar a escrever as suas primeiras obras. Isto não é nenhum milagre literário, este site não vos vai ensinar a escrever, mas ainda assim sempre é melhor começar a escrever com umas luzes do que começar sem nada. Nem que seja a título de curiosidade como editora. Acho que depois de ver este esquema, já não vou pedir aos autores para fazerem fichas de personagens como primeira coisa, talvez lhes comece a perguntar pelo setting e pelo ambiente e só depois focar em algo tão especifico.

O Now novel tem também a vantagem de parar os autores antes de começarem a escrever. Uma coisa é ter uma ideia para um livro, outra é ter uma ideia que ganhe pernas para andar. Eu tenho ideias quando estou a estruturar as minhas histórias e quando chego ao fim, tenho outra ideia melhor (o meu cérebro já estava a raciocinar mais) e volto atrás e reescrevo. Qual é o problema: nenhum. O objectivo disto não é seguir as linhas como a palavra de Deus, é apenas para não chegarmos a meio ou a vários capítulos depois e pensar “isto não está a ir a lado nenhum”. Mais uma vez, este tipo de abordagem não funciona com todos e se houvesse uma fórmula para escrever bem já a tínhamos posto em prática. Estas linhas servem para fazer o que muitos autoras amadores não fazem: pensar antes de escrever, ao invés de ser depois (a menos que estejamos no NaNoWriMo). E vocês dizem “porra mas eu quero é escrever, não quero perder tempo com essas coisinhas”, bem tudo bem. Se acham que já têm estes conceitos básicos enraizados, não vejo porque não. Escrever faz bem, mas pensar e analisar antes de o fazer também.
Agora, toca a pensar e escrever!

Os melhores livros lançados em 2012 para serem lidos em 2013

1. História d’O
Pauline Reage
Editora: ASA

A bela e jovem O testa os limites da sua mente e do seu corpo através de uma sexualidade violenta e inquieta neste romance clássico da literatura erótica. Enclausurada no castelo de Roissy, O submete-se a todos os desejos e fantasias do seu amante. A entrega, total, é-lhe escrita na pele, marcada na carne. Um processo de iniciação que vai levá-la mais longe do que alguma vez imaginou: ao lugar onde o prazer máximo pertence ao outro.
Considerado um dos mais polémicos romances do século XX, História d’O foi galardoado com o Prix des Deux Magots, em 1955.

2. Uma espiã na casa do amor
Anaïs Nin
Editora: Veiga Edições

Uma Espia na Casa do Amor é a história de Sabina, uma esposa adúltera, que se sente dividida entre o desejo de ser livre e a necessidade de amar e ser amada. Na sua jornada de descoberta de si mesma envolve-se com vários homens desconhecidos. Essas experiências são vistas por ela como uma missão em que o seu papel é a de uma “espia internacional na casa do amor”. Assim vive a sua vida dupla, enquanto o fiel e indolente marido representa o seu porto seguro no regresso a casa. Os seus disfarces, constituídos de roupas e maquilhagem, representam, na verdade, múltiplas personagens que compensam as suas carências nessa busca de salvação. No final será confrontada com a verdade nua e crua dos seus actos e culminará a sua demanda.

3. A paixão do Jovem Werther
J. W. Goethe
Editora: Quidnovi

A Paixão do Jovem Werther teve um impacto tal na sociedade do século XVIII que provocou uma onda de suicídios por toda a Europa, legitimando a arte enquanto instância criadora de realidade. Um romance tão apaixonante quanto revolucionário do maior escritor alemão. Um clássico, na verdadeira aceção do termo. Goethe tem essa capacidade de transformar a melancolia de um amor não correspondido numa metáfora da condição humana.

4. Mudanças
Mo Yan
Editora: Divina Comédia

Em Mudanças, Mo Yan descreve, na primeira pessoa, as alterações políticas e sociais no seu país ao longo das últimas décadas, num romance disfarçado de autobiografia, ou vice-versa. Ao contrário da maioria dos escritos históricos sobre a China, que se limitam a narrar acontecimentos políticos,Mudanças conta a história do povo, numa perspectiva mais intimista de um país em transformação. Avançando e recuando no tempo, Mo Yan dá vida à História, descrevendo com acutilância e muito humor os efeitos dos acontecimentos do dia-a-dia na vida do cidadão comum.

5. Elogio da madrasta
Mário Vargas Llosa
Editora: Dom Quixote

Elogio da Madrasta é a história de um universo dominado por um triângulo inquietante, que pouco a pouco envolve os leitores na rede de subtil perversidade que une, na plena satisfação dos seus desejos, a sensual Lucrécia, Rigoberto e o filho.

6. O corsário dos sete mares & Tentação da serpente
Deana Barroqueiro
Editora: Casa das Letras

Fernão Mendes Pinto é o exemplo vivo do aventureiro português do século XVI, que embarcava para o Oriente com o fito de enriquecer. Curioso, inteligente, ardiloso e hábil, capaz de todas as manhas para sobreviver, vai tornar-se num homem dos sete ofícios, sendo embaixador, mercador, médico, mercenário, marinheiro, descobridor e corsário dos sete mares – Roxo, da Arábia, Samatra, China, Japão, Java e Sião – por onde, durante vinte anos, navegou e naufragou, ganhou e perdeu verdadeiros tesouros, fez-se senhor e escravo, amou e foi amado, temido e odiado. Herói polémico e marginalizado, Fernão participa em campanhas de paz e guerra, da Etiópia à China, sendo também um dos primeiros portugueses a visitar o Japão, onde introduz os mosquetes ali desconhecidos e fica nas crónicas locais como o noivo do primeiro matrimónio de uma japonesa com um ocidental. Através de Fernão Mendes Pinto e dos testemunhos das personagens com quem se cruza, na sua peregrinação pelo Oriente longínquo, a autora faz ainda a narrativa dos principais episódios da grande saga dos Descobrimentos Portugueses, como as conquistas de Goa e Malaca, o heróico cerco de Diu ou as campanhas do Preste João na Etiópia. Em sete mares se divide o romance, por onde o leitor, na pele das personagens, fará uma intrigante viagem no Tempo, ao encontro de si próprio e de mundos e povos antigos, tão diferentes e ao mesmo tempo tão semelhantes, uma peregrinação na busca incessante de fortuna, encarnada na demanda da mítica Ilha do Ouro.

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Em pequenos capítulos e numa linguagem cativante, a autora recria os ambientes históricos em que viveram as primeiras mulheres bíblicas e relembra as suas emoções, constrangimentos, dores e, sobretudo, pequenas e grandes conquistas. À maneira do romance histórico tem uma sequência cronológica.

7. Algo maligno vem aí
Ray Bradbury
Editora: Saída de Emergência

O espetáculo está prestes a começar. O circo chega pouco depois da meia-noite, nas vésperas do Halloween. O que fariam se os vossos desejos secretos fossem concedidos pelo misterioso líder do circo, o Sr. Dark? O circo a todos chama com promessas sedutoras de juventude eterna e sonhos por cumprir…
Dois amigos adolescentes, Jim Nightshade e Will Halloway, são incapazes de resistir às atrações. A sua curiosidade de rapazes fá-los descobrir o segredo oculto nos labirintos, fumos e espelhos do tenebroso circo.
Inconscientes do perigo em que se veem envolvidos, uma terrível perseguição é posta em marcha e Jim e Will tudo terão que fazer para salvar as suas vidas. Mas, acima de tudo, as próprias almas…

8. Esta noite não aconteceu
Sónia Alcaso
Editora: Casa das Letras

Que poderá acontecer a quem anseia desesperadamente ser rico e famoso e se dispõe a vender a alma para o conseguir?
Ao início de uma noite de temporal, Rosário Toledo, uma famosa autora de romances, encontra-se num bar de hotel com um jornalista perverso e calculista, disposto a acertar contas com o seu passado. Na outra ponta da cidade, um assassino chamado Vicente Pedras poupa inesperadamente a vida a um polícia atormentado, criando-se entre ambos uma estranha empatia que os levará a eleger essa noite como a de todas as vinganças – vinganças que incluem, entre outras, o castigo exemplar de uma mulher que abandonou o mercenário há muitos anos.
Esta Noite não Aconteceu é uma viagem ao interior sombrio de quatro personagens ao longo de doze horas, durante as quais assistiremos a uma espiral alucinante de encontros e desencontros, recordações e mentiras, abusos, recriminações, violência e sexo desenfreado; mas, à medida que a noite dá lugar à manhã, as máscaras cairão, uma por uma, mostrando que, afinal, nada é o que parece. Um romance empolgante e carregado de acção que nos surpreende da primeira à última página.

9. O retorno
Dulce Maria Cardoso
Editora: Tinta da China

1975, Luanda. A descolonização instiga ódios e guerras. Os brancos debandam e em poucos meses chegam a Portugal mais de meio milhão de pessoas. O processo revolucionário está no seu auge e os retornados são recebidos com desconfiança e hostilidade. Muitos nao têm para onde ir nem do que viver. Rui tem quinze anos e é um deles. 1975. Lisboa. Durante mais de um ano, Rui e a família vivem num quarto de um hotel de 5 estrelas a abarrotar de retornados — um improvável purgatório sem salvação garantida que se degrada de dia para dia. A adolescência torna-se uma espera assustada pela idade adulta: aprender o desespero e a raiva, reaprender o amor, inventar a esperança. África sempre presente mas cada vez mais longe.


10. Ladrão de cadáveres
Patrícia Melo
Editora: Quetzal

O Pantanal – imenso, selvagem. Foi aqui, perto da fronteira da Bolívia, que o narrador desta história se refugiou, depois de implicado no assassínio de uma mulher na mega cidade de São Paulo. E foi aqui que só, nas margens do rio Paraguai, num domingo de sol, presenciou a queda fatal de um pequeno avião – o acontecimento que irreversivelmente lhe mudará a vida. Na mochila do piloto – único filho de uma família rica e poderosa – encontra um quilo de cocaína. Dias depois, o local do acidente é identificado, e constata-se o desaparecimento do corpo do piloto – e nessa altura um esquema macabro começa a ser urdido. O Ladrão de Cadáveres, o mais recente livro de Patrícia Melo, é uma mistura explosiva de temor, ganância, conspiração, sexo, corrupção, traição dos vivos e profanação dos mortos. Um romance de leitura compulsiva.