Sugestões de Natal I

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 200
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722342117
Colecção: Obras de Florbela Espanca
Preço: 12€11

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 256
Editor: Livros Quetzal
ISBN: 9789725648223
Colecção: Série Língua Comum / José Luís Peixoto
Preço: 18€17

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 152
Editor: 11 X 17
ISBN: 9789722521949
Preço: 6€06

A história apaixonante da Rainha Santa Isabel, pela autora de “Afonso, o Conquistador”
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 400
Editor: 11 X 17
ISBN: 9789896371609
Preço: 10€09

E agora algo completamente novo

Fenix fanzine

Nº 0
Coordenada por Álvaro Holstein
Aquando a Tertulia do fórum BBDE em Braga, estive presente quando anunciaram a criação da Fanzine Fenix. Com o meu exemplar debaixo do braço dei uma vista de olhos pela revista no comboio de regresso ao Porto. O design do interior está bastante bom, melhor do que se pode julgar pela capa. Embora este projecto seja algo pequenino, o que se deve julgar é a qualidade dos textos e mandar o design por algum tempo às ortigas e mergulhamos de cabeça em direcção aos trabalhos.

O Satélite de Natal

João de Mancelos

Já tinha travado conhecimentos com o professor João Mancelos através das participações do mesmo no fórum nacional “Escreva”. O seu currículo preenchido influenciou certamente a minha leitura, que manteve-se neutra. O conto está bom e o final é de facto um ponto a favor na narrativa pequenina, mas apela pouco ao leitor.

A fabulosa raça das Ratazanas

Joel Puga

Já referido pelo autor como um conto que precisava de alguma revisão, penso que essa revisão seria crucial no fim do conto, que pareceu feito às três pancadas. Não encontrei marcas do Joel Puga, principalmente comparando com outros contos. Se querem realmente ler algo bom para além do texto publicado na Antologia da Edita-me, penso que não devemos esperar muito até ver o Joel Puga em acção.

O homem das Terças-feiras

José Pedro Cunha

A partir da primeira frase “O meu melhor cliente nunca comprou nada” adivinha-se um pouco como a coisa se desenrola vai desenrolar, embora não tão directo em relação ao tema fantasia/ FC é dos melhores textos da revista. Bem escrito, engraçado, com um tema agradável.
O roubo dos figos
Marcelina Gama Leandro

Com um ambiente infantil e fantasioso conhecemos o amigo da Maria, o “Kni” que gosta de comer figos. Comparando com o texto da mesma autora no Jornal “Conto Fantástico” penso que o leitor termina a leitura não tão abruptamente, mas ficamos a mastigar o fim, o que é bom. Questionamo-nos quem é o Kni, será só um amiguinho imaginário, será alguma criatura fantástica?

E agora algo completamente diferente

Regina Catarino

O melhor texto da revista. Já tinha adorado o texto da mesma autora no Jornal “Conto Fantástico”, mas desta vez em vez de uma despedida trágica, temos o nonsense a funcionar. É, de facto, algo diferente e bastante revigorante.
A separata “PUMBA!” também merece algum destaque. Apercebi-me que a literatura Fantasia/ FC em Portugal é como a politica – carece de humor. Para que a situação se inverta espero mais desenhos e caricaturas para o próximo número.
Apesar do preço da Fanzine ser “simpático” – 2€ – os métodos de pagamento não são os melhores e a fanzine não se encontrar disponível em FNACS e Continentes, nem nas esquinas próximas, mesmo assim este tipo de projectos é de aplaudir, para não enjoarmos sempre dos mesmo autores e das mesmas pessoas. Escusamos de ter de ler sempre livros de autores X, que estão à venda nas mesmas livrarias. Não há nada melhor que ler um conto, de pessoas novas.

Uma espécie de prólogo

Uma espécie de prólogo
“Orbias: O demónio branco”
Fábio Ventura
As editoras já começaram a anunciar as novidades para a rentreé literária, a Casa das Letras já anunciou dois livros novos na área da fantasia: para dar segmento aos vampiros Na Sombra do Pecado de J. R. Ward e do autor português Fábio Ventura – Orbias: O demónio branco. O autor para não desiludir os fãs e para não cair no esquecimento lançou uma série de contos com as personagens principais no mundo Orbias. A menos de um mês do lançamento do segundo volume, Fábio Ventura lança o ultimo conto desta vez focando-se em Noemi.
Penso que o conto encerra em si o melhor e o pior da escrita do autor, se por um lado tem cenas boas surrealistas, existem alguns erros a ter em atenção e a combater. O desequilíbrio entre o coloquialismo e o poético continua a ser demasiado evidenciada “Tendo uma pele tão branca, seria de se esperar que, mesmo com protector solar de grau 50, o terrível Sol de Julho me fustigasse com os seus chicotes de fogo, como um diabo.”. Surpreendente a relação que o autor estabelece com o livro “Twilight” sem se dar conta. Apesar de as situações serem diferentes, tanto Bella como Noemi ficam deprimidas porque o namorado morre. (apesar do Edward já estar morto) Existe uma certa tendência para um exagero emocional por parte das duas personagens, mesmo com Noemi a não gostar das reacções da Bella. “A história era interessante. Mas a relação dos protagonistas estava a enervar-me bastante. Parecia tudo tão complicado, tão dramático e elaborado! Se as duas personagens soubessem o quão imaturas eram em não assumir de uma vez a relação, sem dramas ou tamanha lamechice.”
O uso de uma narradora autodiegética apesar de falível, serve para ajudar o leitor a identificar-se ou aproximar-se da personagem, porém não devemos cair no exagero de descrever tudo o que a personagem tem ou sente minha vida. “Vesti rapidamente uma T-Shirt branca, umas calças pretas e calcei as All Stars.”, “Escolhi o Break The Cycle dos Staind e deixo-me invadir pela sonoridade melancólica daquelas canções.” ou “Estava de chapéu e com uns óculos de Sol que me cobriam quase toda a cara.” Pessoalmente penso que é preciso ter cuidado para não cair em tentação de transformar uma descrição numa passarela. As roupas devem servir dois propósitos: se possuem simbolismos ou se são relevantes para a economia da história. O autor corre o risco de dirigir informações demasiado quotidianas balançando entre o juvenil e o jovem. Por fim devo mencionar alguns clichés neutros: estações de serviço que fazem parte do imaginário “à la americana”, o carro que explode do nada e o facto de no fim tudo não passar de um sonho.
O fim lembrou-me um pouco as composições que ás vezes fazemos que quando não sabemos como explicar as coisas, seguimos pelo caminho mais fácil. Mesmo assim as cenas surrealistas estão muito bem conseguidas e acho que o autor deverá olhar para as partes boas e apostar numa vertente que nota-se que domina.

Lightspeed Magazine

THE ZEPPELIN CONDUCTORS’ SOCIETY ANNUAL GENTLEMEN’S’ BALL

Um conto breve do subgénero “Steampunk” que muitas dores de cabeça me deu aquando a leitura do “Leviathan” de Scott Westerfeld. Decidida a não desistir da luta contra a literatura “Steampunk” visto ter todos os ingredientes para se tornar um dos meus géneros favoritos, peguei neste conto de Genevive Valentine, que pode ser lido na revista online “Lightspeed Magazine”. Um conto com altos e baixos devido ao espaço limitado disponível, que não deixa de trespassar uma certa beleza através da maquinaria. Ao contrário do “Leviathan” este conto parece mais maduro e melhor escrito. O facto de Valentine pegar numa classe, os condutores de Zeppelins, e percorre o dia-a-dia de um condutor, na qual é descrita a adoração pela altitude, pelo céu, cientes dos riscos que a profissão envolve. As máscaras de protecção que já não são de metal, mas de plástico para “melhor segurança” dos trabalhadores. O conto beneficia de partes esquisitas, atrapalhando o leitor quando este estava bem embalado na história.
“Then Captain Marks shoved the woman into the balloon.
She was wearing a worn-out orange dress, and a worn-out shawl that fell away from her at once, and even as the captain clipped her to the line she hung limp, worn-out all over. He’d been at her for a while.
I still don’t know where he found her, what they did to her, what she thought in the first moments as they carried her towards the balloon.
“Got some leftovers for you,” the Captain shouted through his mask, “a little Gentlemen’s Ball for you brave boys. Enjoy!”
Then he was gone, spinning the lock shut behind him, closing us in with her.
I could feel the others hooking onto a rib or a spine, pushing off, hurrying over. The men in the aft might not have even seen it happen. I never asked them. Didn’t want to know.”
A mudança de tom, de uma espécie de luta por direitos, para passar para um assassinato descrito de maneira tão desorganizada faz com que o leitor leia e releia até conseguir entender. Ainda assim gostei de ler. O conto deu-me esperança num subgénero que pensei que fosse falhar a entender por ser novo e tão diferente. Mesmo que não seja a leitura perfeita encoraja o leitor a descobrir novas obras de Steampunk.

I’M ALIVE, I LOVE, I’LL SEE YOU IN RENO




Um belíssimo conto de ficção científica da autora Vylar Kaftan, que mistura uma história de amor com as leis da física. Numa época onde a Esperança Média de Vida é de 150 anos, acompanhamos uma relação entre a personagem e o amado, com os seus problemas na relação influenciada pela física, mas com problemas reais. “I knew you loved me, of course. It was written in your eyes when you looked at me, a physics problem with no clear answer. If an irresistible force meets an immovable object, what happens then?” Estar numa relação implica estar preso a alguém, para alcançar a liberdade é imperativo o divórcio, mas o que fazer quando as leis da atracção falam mais alto? Quando a separação acontece, qual a velocidade necessária para os dois colidirem?

If I’m a train leaving Philadelphia at 3:00, going 50 miles an hour, and you’re a train on the same track leaving San Francisco at 4:00, going 55 miles an hour, at what time will we collide and run each other off the tracks?

More importantly, if we move at the speed of light, and I shine a light in your direction, will you blink and tell me to stop blinding you, or will you not see me coming until it’s too late?
If Einstein is flying next to our train, looking into a mirror and wondering where his reflection has gone—will you ask him whether anything stands still, or if everything is always in motion? Relative to everything else, of course.

And ask about Reno. If our trains crash there, should we consider that they’ve stopped moving? Or are they still in motion on Earth, relative to everything else in the universe?

Romântico, dinâmico, versátil, a ciência é usada com mestria de uma forma poética , iluminando o leitor gentilmente, sem grandes exibicionismos científicos, apenas as leis que todos conhecemos e pelas quais já passamos.

Imagem: http://dezzan.deviantart.com/

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