[Valentine’s day] O amor é fodido

Vweek

O Amor é fodido
Miguel Esteves Cardoso
Porto Editora
184 páginas

Feliz Dia dos Namorados! Nada de tretas pseudo-românticas que metade da população neste dia esta toda rabujenta. Por isso começamos a comemorar este dia com um dos livros que trata o amor de uma forma bipolar. O amor é fodido e nós ficamos ainda mais fodidos quando estamos apaixonados ou quando somos abandonados por esse amor.

João e Teresa são um casal perfeito para este tipo de narrativa. Teresa é má, João é pior. Não há lamechices, há sexo, há raiva e há obsessão quase doentia. Esta raiva que borbulha dentro deles, acabam por passar a sua vida a pensar um no outro. João não esquece Teresa quando está com outras mulheres, e as mulheres não esquecem os seus amores quando estão com João. Ao início o amor parece disfuncional, mas no fim não conseguimos imaginar o tarado do João sem a sua pérfida Teresa. E talvez o amor é mesmo isto: duas pessoas que mesmo fazendo mal uma a outra, mesmo depois de tantas traições, tiros, insultos e discussões não conseguem parar de pensar com uma mistura de carinho; repulsa e desejo até ao fim das suas vidas.

Numa nota mais pessoal: fiquei fã das cenas de sexo do MEC. Só me ria a pensar: este homem escreve tudo o que eu sempre quis escrever. Mas pronto não dá muito jeito uma autora desconhecida começar por escrever cenas eróticas muito “realistas”, que as pessoas olham logo de lado. É refrescante não ler cenas eróticas artificiais onde o autor tem mais cuidado em ser politicamente correcto do que a usar um tipo de linguagem autêntica/ do dia-a-dia.

Se estão particularmente chateados por hoje não terem um par romântico com que partilhar momentos de extrema lamechice, peguem neste livro ou no ebook (que é mais rápido) e fiquem fodidos ao lado do João e da Teresa. Não se irão arrepender.

«As lágrimas das raparigas refrescam-me. Levantam-me o moral. Às vezes lambo-a dos cantos dos olhos. São pequenos coquetéis sem álcool, inteiramente naturais. Dizer: “Não chores” funciona sempre, porque só mencionar o verbo “chorar” emociona-as e liberta-as, dando-lhes carta branca para chorar ainda mais. Só intervenho com piadas e palavras de esperança e de amor quando elas vão longe de mais e começam, por exemplo, a pingar do nariz.»

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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

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