Nanowrimo dia 26: personagens feias

Pois é, meus queridos, estava eu atarefadíssima a recuperar as palavras diárias e notei uma coisa… Nos meus projectos de fantasia não tenho nenhuma personagem masculina bonita… É a vida. Uma criatura passa quase um mês a escrever, pensa-se que é original e depois pimba, nota que afinal a criatura é feia como as outras que criei! Não há direito. Descobri, de igual forma, que adoro desfigurar personagens femininas… Isto deve ser um fetiche e Freud iria adorar analisar o meu cérebro. Senão vejamos:
Máscaras de pedra:
Personagem masculina, Ricardo, é uma gárgula! Mais assustador que feio, com a cara cheia de cicatrizes, cantos da boca rasgados e fangs nos dentes. Anda sempre com um carapuço para tapar a cara. Tem partes do corpo onde não voltou a nascer pele, cicatrizes e a pele é rugosa e dura. Segundo Adelaide, ele tem um óptimo traseiro, por isso se a minha personagem diz isso, eu acredito!
A personagem feminina é uma humana, Adelaide. Embora à primeira vista ela parece-se com uma boneca de porcelanda: bonita e bem arranjada, quando Ricardo a vê de top, nota uma quantidade enorme de hematomas não sarados, cortes e cicatrizes de várias operações.
A morte sai à rua de noite:
A personagem principal masculina é um vampiro velho, cuja aparência  é muito similar à do Nosferatu. Careca, com dentes pontiagudos, olhos enormes e pele acizentada, Abel é um dos grandes aliados de Adosinda que aos poucos começa a entender a forma como ela trabalha e raciocina. Se com Ricardo há um complexo de beleza do século XXI, com Abel ele, sendo velho, foi afastado da própria sociedade vampírica por já não ser util. Como Adosinda é uma morta-viva não tendo muitos sentimentos à parte de raiva, e compaixão de vez em quando, ela entende bem como tanto ele como ela foram afastados da sociedade dos vivos, integrando-se nela aos poucos através do seu trabalho.
Ajuda-me Freud porque eu não devo estar boa da cabeça. Já não basta eu ter descrito o Abel como ele, ainda quero MUITO escrever uma série com o Nosferatu no século XXI!
A farewell to the heart:
Cathaline vive num mundo pós-apocalíptico onde tem de sobreviver todos os dias. Tendo como alcunha “the good wife”, tem uma cicatriz na bochecha e sabe-se mais tarde que no passado teve de remover os ovários por causa do cancro.
E agora vou voltar à escrita que a dor de cabeça persegue-me hoje!

 

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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

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