A minha saga como professora e como autora ou escritora… ou só gaja!

A minha saga como professora

Juro-vos que estou cada vez mais confusa com isto da prova! Mas hoje estou feliz, é daqueles raros dias em que saio da escola e penso: today was a good day! Porque hoje os meus alunos do 2º ano começaram a ler e a escrever frases *sings oh happy day* Estou feliz, apesar de ainda ter que lhes relembrar as regras básicas do tipo “coloquem o dedo no ar”, “senta-te”, noto que os miudos (pelo menos os meus) não conseguem fazer qualquer tipo de esforço cognitivo. Se é fácil, ficam chateados porque é fácil, se aumento um pouco a dificuldade já começam a chorar porque em vez de consultarem o material, preferem que eu lhes diga as respostas. Sempre fui uma professora e explicadora que gosta quando os alunos raciocinam, puxem pela cabeça. Simplesmente parece-me que os alunos (again podem ser só os meus 40 alunos) preferem ter tudo certo a copiar rápido do que puxar 5 minutos pela cabeça. O que lhes interessa é um visto e não o processo de aprendizagem.
Hoje copiaram frases com adjectivos para a próxima aula já podem escrever frases sozinhos com o material que lhes fui dando e aos poucos através do método indutivo (que sei que está um bocado ultrapassado, mas tem de ser para estas idades), mostro-lhes que eles podem descobrir coisas em inglês de forma fácil, basta eu dar textos e depois escrever no quadro frases que eles chegam à regra. E nisso está a beleza da aprendizagem, alunos do 2º ano a conseguirem atingir regras simples mas como lhes disse: se prestarem atenção, isto entra-vos na cabeça e nunca mais sai! E eles ficam atentos e calados e sentem-se bem porque de um momento para o outro fez-se luz e aos poucos o inglês passa de uma língua abstracta que ouviram em canções, para algo palpável que podem ler.
Mas também tenho turmas que estão atrasadas, que tenho de dar matéria de 1º ano porque eles não reconhecem nada, mesmo depois de copiarem e de fazerem imensas fichas. Em vez de me ir a baixo, penso: tenho de mudar de táctica. Então em vez de lhes dar um teste como as outras turmas, vou-lhes começar a dar fichas simples de 1º ano onde eles podem escrever, copiar palavras e aos poucos e poucos muito lentamente consolidarem o 1º ano e passarem para o 2º. Isto implica que vou ter de rever toda a minha estratégia para aquela turma, mas sabem que mais? Ao menos chegarão ao 3º ano preparados com bases boas e se for eu a professora deles para o ano que vem, conseguirei dar continuidade às tácticas de aprendizagem. Claro que pode vir outro professor e achar que o inglês deve ser so com jogos e música e a parte da escrita e leitura poderá ficar esquecida, mas hey chego a casa de consciência tranquila.

A minha saga como autora ou escritora ou lá o que eu devo ser…

Esta semana o Nano foi mais parado e voltei a ficar para trás. Tenho alguns dos key points escritos e estou a deixar as cenas mais complicadas para depois do Nano. A poll à esquerda não foi colocada por acaso. É verdade que por vezes fico um pouco farta de ser uma escritora de gaveta e por isso decidi que vou deixar alguns projectos para me poder dedicar a mim própria. Pensei que se lançasse um ebook que graça, o pessoal ia todo lá fazer o download… mas mesmo que eu lance um e-book vou contratar um revisor, vou pagar um stock para fazer a capa e vou paginar de forma fofinha e profissional. Ou seja, estou num dilema. Não sei se coloco algumas obras que vou concluir de graça para atrair leitores, estando a perder dinheiro ou se coloco os ebooks por preço simbólico (1€-2€) para pelo menos pagar a revisão profissional e as capas. Afinal, em conversa com a autora Carla M. Soares do Monsters Blue, ela disse e bem: é o meu trabalho e devia de ganhar alguma coisa com isso. Afinal passar dois meses a escrever e outros tantos a rever para depois dar de graça não é um pouco desvalorizar o meu tempo e o meu trabalho? Eu já tenho contos de graça disponíveis no Fantasy & Co. e um conto na antologia “Amores contados” ainda preciso de dar provas que vale a pena investir em mim?
Não sei… sinceramente estou a pensar e embora esteja a chegar àquele ponto de “ok, chega, quero mostrar o que sou capaz e acho que já pratiquei o suficiente”, o medo do fracasso é sempre enorme!
Quanto à história do Nano: estou a apaixonar-me por ela aos poucos. Como fantasia urbana paranormal não acho que podem esperar uma obra digna de um prémio, mas escrevi-a para contar uma história focada bastante nas personagens e no ambiente do litoral de Vila Nova de Gaia. Ainda que o início esteja de facto um pouco cliché (hey ao menos as minhas personagens sabem andar sem dar com nariz no chão ou ir contra alguem), aos poucos e poucos há pontos de viragem que marcam a diferença. Vou esperar pelos alpha-readers para ver se mudo o início (se o coloco mais curto, se faço um flashback).
Sexta é dia de Tidy Friday e não percam os novos 5 clichés que pode E deve evitar no seu livros, mas que parecem que estão na moda! O post vai ser mesmo só isto porque hey, late no NanoWrimo!
PS: Qualquer erro/gralha é culpa da fome/ teclado novo! Juro que ja perdi a conta às vezes em que carreguei no til e ele não mo seleccionou. O meu manuscrito está cheio de “nao”! A desgraça…
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