By proxy


By proxy
Katy Regnery
Editora: Boroughs Publishing Group
Série: Heart of Montana #1
Este é o primeiro livro de Regnery. Foi com entusiasmo que comecei a ler o primeiro livro de uma autora estrangeira (visto que raramente leio debut novels), o que dá para entender o bom e o pior do livro.
 
Jenny e Sam encontram-se para concretizarem o casamento “by proxy” pela prima de Jenny (Ingrid) e Kristian (primo de Sam). No entanto, Sam atrasa-se e o casamento terá de ser adiado para segunda. Embora o starting point seja bom, existem alguns problemas que tornam o livro tanto amusing como chato.
A parte mais chata é a quantidade de repetições que as personagens usam nos seus pensamentos e a moral do: o campo é bom, a cidade é má e corrompe. Outro aspecto que precisa de ser trabalhado é o insta-romance: tanto Jenny como Sam apaixonam-se demasiado depressa. Embora a consolidação do amor aconteça ao longo do livro, o romance propriamente dito acontece de forma quase forçada, de forma a que os heróis estejam completamente apaixonados na segunda. Como editora ou beta, preferia que o casamento tenha sido adiado por duas semanas e ainda que não seja ideal para cimentar uma relação, dava para criar mais diversões e manobras para que os dois se aproximassem.
A escrita da autora é um dos aspectos positivos: simples, eficiente e resulta para o tipo de prosa. Há situações de humor que servem para aligeirar o ambiente e a presença dos irmãos de Jenny, faz com que nos lembremos de situações à la Julia Quinn.
As personagens apresentam moral um pouco básica: Jenny é uma mulher forte, mas que fica obcecada com o mais pequeno pormenor, enquanto a autora a tenta fazer demasiado natural (ao contrário das meninas da cidade que são shallow). Esse tipo de moralismo é um pouco estranho e estereotipado. Sam, por outro lado, gosta de farra e da grande cidade, mas quando está em Livingston algo mexe com ele.
No fim, claro que a mensagem mais importante é que numa relação ambos têm que chegar a um compromisso se querem ser felizes e deixar o orgulho para trás.
Não sendo um livro extraordinário, satisfaz enquanto leitura breve e deixa um gosto docinho no fim para o segundo livro, que será interessante de ler para ver como é que a autora tratou as críticas.
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