Alêtheia Editores

Não é uma editora nova, nem uma editora muito conhecida. Conheci-a através do livro de Ann Marlowe: O livro da inquietude.

Alêtheia Editores publica ficção, não-ficção, arte e livros infantis, mas é na não-ficção que regista o seu maior sucesso, sendo conhecida pelos títulos de referência que edita, bem como pelos autores nacionais que representa.

Comecei a ver o catálogo por curiosidade, mas imensos livros entraram para a minha wishlist. Normalmente sendo de não-ficção é difícil fazer uma crítica como na ficção, no entanto é impossível parar de babar por cima dos preços atractivos, deisgn de capa giríssimo e sinopses que me fazem querer prender a minha carteira num cofre para não lhe pegar! O site da Alêtheia está disponível aqui e o Facebook aqui.

A editora apostou, de igual forma nos e-books, em formato .epub com preços desde 2.99€ até 8€.

A verdade é que estava a procurar por preços numa gráfica Varzea da Rainha e notei que estava lá esta editora (provavelmente pertence à mesma).

Não sei como é a distribuição dos livros (confesso que ainda não vi nenhum destes livros à venda, tirando O homem que era quinta-feira que esteve na FNAC e na Betrand), talvez eles andem por aí e sendo não-ficção eu não esteja muito atenta a isso!

Sinopse dos livros:

A Cruz Amarela
Autor: René Weiss
Nº de Páginas: 488
ISBN: 978-989-622-043-3
Algures entre o diabo e Deus, entre a fúria da Igreja Católica e a liberdade religiosa, encontravam-se os Cátaros…
Nos primeiros anos do século XIV, a Igreja Católica extinguiu a chama herética dos Cátaros no sudoeste de França. Este foi o último reduto de um povo forçado – depois de mais de um século de repressão e derramamento de sangue – a esconder as suas crenças extraordinárias nas aldeias isoladas dos Pirinéus. Mas, apesar do êxito da Igreja no extermínio dos Cátaros, não conseguiu destruir a sua memória. Espalhado pela paisagem e bem fundo nos subterrâneos do Vaticano, o testemunho dos Cátaros sobreviveu até aos dias de hoje.
Armando-se de relatos contemporâneos e conduzindo a sua própria investigação nos Pirinéus e mais além, René Weis conta a história absorvente da luta condenada dos últimos Cátaros pela sobrevivência nesta obra importante de descoberta, cultura e arte de contar.
Helena de Tróia
Autor: Bettany Hughes
N.º Págs.: 564
Ao longo da História, Helena de Tróia tem sido responsabilizada pela longa inimizade existente entre o Oriente e o Ocidente. Há três milénios que Helena é considerada uma requintada agente de exterminação. Mas quem era ela?
Assim que começou a escrever, o homem escolheu Helena de Tróia como tema. Hesíodo, um dos primeiros historiadores de renome, definiu-a como a mulher mais bela do mundo e a descrição permaneceu. Embora não tenhamos quaisquer representações contemporâneas de Helena de Tróia, esta princesa da Idade do Bronze ainda é considerada um paradigma da beleza absoluta.
Através da combinação de vestígios físicos, históricos e culturais que Helena deixou em locais como a Grécia, o Norte de África e a Ásia menor, Hughes revela brilhantemente os factos e os mitos que rodeiam uma das figuras mais enigmáticas e mais famosas de todos os tempos.
«Hughes é simplesmente brilhante» The Times
Cristovão Colombo, o Último dos Templários
Autor: Ruggero Marino
N. Páginas: 400
ISBN: 978-989-622-047-1
Quem era Cristóvão Colombo? Um marinheiro galardoado acima dos seus méritos? Ou algo mais, muito mais? Porque assinava Christo Ferens, aquele que leva a Cristo? Com base numa nova interpretação de antigos mapas e documentos, o autor revisita a história do «navegador dos dois mundos» e da «descoberta» da América. Aquilo que se afirma neste livro nunca antes foi dito em cinco séculos de publicações colombinas: cabala secular, um policial histórico-político-teológico, com pano de fundo alquímico-esotérico, parentescos surpreendentes, heranças templárias e cavaleirescas. Partindo da queda de Constantinopla, do choque Oriente-Ocidente, da inquietante semelhança entre Colombo (definido nepos) e Inocêncio VIII (o papa que o sucessor espanhol Rodrigo Borgia fez desaparecer), de uma lápide em S. Pedro, dos fundos para a partida, das lutas e dos segredos do Vaticano, descobriremos que o explorador sabia onde iria chegar: a um mundo novo, não à Ásia. Recorrendo a elementos iconográficos, a livros e publicações nomeadamente estrangeiras, esta obra revolucionária, tão apaixonante como um romance, revisita a 360 graus a história da «descoberta da América» propondo dela uma leitura nova cheia de fascínio e mistério.
Eu, Constance, Princesa de Antioquia
Autor: Marina Dédéyan
N.º Págs.: 360
Nascida em 1127 e desaparecida em 1163, Constance de Hauteville, filha e neta de nobres cavaleiros francos responsáveis pela conquista de Jerusalém e do principado em que ela própria viria a reinar, conta aqui o essencial da sua vida, até 1660, desde a morte de seu pai e do início do seu reinado, ao exílio forçado após a prisão do segundo marido e a subida ao trono de seu filho Bohémond.
Contada na primeira pessoa, a vida de Constance de Antioquia é bem significativa de uma época histórica rica em incidências e acontecimentos apaixonantes. Casada em primeiras núpcias com Raimond de Poitiers, um cavaleiro provençal de alta linhagem, romântico e sentimental, conhece mais tarde o seu segundo amor e segundo marido, Renaud de Châtillon, audaz e irreverente combatente sem fortuna, ousado na guerra e no amor, a quem também amará perdidamente. Até à morte!
Em Antioquia, terra cristã entre 1098 e 1268, Constance participa e intervém directamente numa parte significativa da curta existência deste principado franco no Levante, entre as disputas internas e as lutas regionais que já então grassavam na fervilhante caldeira do Médio Oriente: expedições de Cruzados e peregrinações à Terra Santa, cruéis ofensivas turcas, exigências hegemónicas de Constantinopla, ambições do Rei de Jerusalém, mas também traições de senhores arménios, conluios e alianças com emires muçulmanos, amores e desamores de cavaleiros francos, disputas entre credos, religiões e culturas antagónicas – muçulmanos sunitas e xiitas, judeus, católicos romanos, cristãos ortodoxos, siríacos, arménios – que apesar disso se contactam, misturam e interpenetram.
O Terrível Terramoto da Cidade que foi Lisboa
Autor: Arnaldo Pinto Cardoso
Nº de Páginas: 156
ISBN: 978-989-622-548-3
O cataclismo que desabou sobre a cidade de Lisboa no dia 1 de Novembro de 1755 anda ligado a uma memória indelével da história. De tão grande tragédia se faz eco na correspondência do Núncio Apostólico, que desde o dia 4 desse mesmo mês envia semanalmente para Roma informações dirigidas à Secretaria de Estado e ao Papa, às quais se devem acrescentar as cartas endereçadas ao Cardeal Secretário, que era então o Cardeal Silvio Valenti Gonzaga, e aos familiares.
É essa correspondência, depositada no Arquivo Secreto do Vaticano, que Arnaldo Pinto Cardoso traduz para português, dando a conhecer relatos vivos e quase diários das aflições vividas em Lisboa e das reacções que se fizeram sentir no Vaticano, numa obra ilustrada com iconografia da época.
Sob o Signo da Espada
N. Páginas: 576
Autor: Tom Holland
ISBN: 978-989-622-501-8
No século VI d.C., o Médio Oriente era partilhado por dois grandes impérios: a Pérsia e Roma. Cem anos mais tarde, um deles tinha desaparecido definitivamente e o outro estava reduzido a um mero cepo quase sem vida. No lugar de ambos, tinha surgido uma nova superpotência: o império dos árabes. E esta convulsão foi tão profunda, que veio a pôr fim ao mundo antigo. Mas as alterações que assinalaram este período não foram meramente políticas nem sequer culturais; também se verificou uma transformação social de incalculáveis consequências para o futuro.
Hoje em dia, mais de metade da população mundial pratica uma das várias religiões que ganharam forma durante os últimos séculos da Antiguidade. Ora, os nossos contemporâneos cujas ideias e cujos comportamentos se fundam na crença num Deus único são um testemunho vivo do impacto ainda hoje exercido por esta época extraordinária e prenhe de convulsões. E contudo, como Tom Holland mostra nesta obra, aquilo em que judeus, cristãos e muçulmanos acreditam foi tema de acesos debates.
O Homem que era Quinta-Feira
N. Páginas: 228
Autor: G.K. Chesterton
ISBN: 978-989-622-443-1
Poderemos confiar em nós próprios quando não sabemos quem nós somos? Syme utiliza um novo contacto para entrar infiltrado no Conselho Anarquista da Europa Central e ficar a conhecer a sua mortífera missão, sob o nome de «Quinta- feira».
Num parque londrino, o agente secreto Gabriel Syme mete conversa com um anarquista. Quando descobre que no Conselho está outro agente infiltrado, Syme começa a questionar o seu papel na missão.
À medida que uma desesperada perseguição pela Europa começa, a sua confusão cresce, assim como a confiança na sua capacidade de derrotar os inimigos. Ainda assim, terá de enfrentar o maior terror do Conselho: o seu líder, um homem conhecido por Domingo, cuja natureza humana é muito pior do que alguma vez Syme imaginou…
O Homem que era Quinta- feira é o mais famoso romance de G. K. Chesterton. Pela primeira vez editado em 1908, mereceu desde logo os maiores elogios, mantendo- se até aos dias de hoje como um clássico da literatura a não perder.
Cartas Amorosas de uma Religiosa Portuguesa
Autor: Soror Mariana Alcoforado
N Páginas: 70
ISBN: 978-989-622-525-4
Primeiro publicadas em Paris, em 1669, sob autoria anónima, as cinco cartas que aqui se reúnem são o retrato de um romance malfadado – e um dos mais impressionantes textos que se conhecem sobre a solidão, a ansiedade amorosa e a entrega total e que acabaram consideradas um dos clássicos da literatura mundial.
Só em 1810 a autoria seria atribuída a Mariana Alcoforado (1640-1723), freira do convento da Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Beja, em Portugal. O suposto destinatário era um certo cavalheiro De Chamilly, oficial do exército francês que servira em terras lusas.
Stendhal, Sainte-Beuve, Rilke e Rousseau impressionaram-se com o teor de tais missivas, tendo este último inclusivamente, desconfiado da qualidade e da força dos textos, colocando mesmo em causa a sua autoria: “As mulheres não gostam de arte… é possível que alcancem algum sucesso com pequenos trabalhos que só necessitem de algum espírito e malícia. Elas não sabem descrever ou sentir o amor. Aposto tudo em como estas cartas foram escritas por um homem.”
Mariana Alcoforado (2 de Abril de 1640-28 de Julho de 1723) é a presumível autora das cinco Lettres Portugaises (título com que foram primeiramente publicadas em 1669 em Paris) dirigidas a Nouel Bouton de Chamilly, conde de Saint-Léger, oficial francês que lutou em solo português durante a Guerra da Restauração.
Amor, Sexo e Tragédia
Autor: Simon Goldhill
N Páginas: 406
ISBN: 978-989-622-523-0
Podemos testemunhar em tudo o que nos rodeia a dívida que temos para com o mundo antigo.
Os nossos prédios são adornados por colunas clássicas, os nossos cinemas estão cheios de heróis clássicos e andamos tão obcecados com a ginástica quanto os Gregos.
Mas a influência dos Gregos e dos Romanos transcende em muito tudo isso? Nesta obra, Simon Goldhill examina com brilhantismo as áreas mais básicas da vida moderna, desde o casamento e o sexo à política e ao entretenimento.
Estejamos nós apaixonados ou a empreender guerras em nome da democracia, o autor revela até que ponto o nosso comportamento e atitudes são moldados pelas ideias clássicas.
Inspirador, revigorante em termos intelectuais e esclarecedor, Amor, Sexo & Tragédia demonstra, de uma maneira enfática, por que motivo o Classicismo ainda é importante.
O Dia em que a Noite se Perdeu
Autor: Jorge Araújo
Nº de Páginas: 164
ISBN: 978-989-622-125-6
Um homem decide passar a vida a pente fino no dia em que completa noventa anos. E utiliza como fiel da balança o seu desempenho sexual. Recorda as mulheres que o amaram. E as que o marcaram. Nesta viagem pela memória volta a experimentar o sabor agridoce da primeira vez, o picante das aventuras de ocasião, o suave afecto da esposa, a paixão ardente pela melhor amiga dela.
É ao longo de uma madrugada de insónia que se dedica ao inventário. O balanço é positivo mas reconhece que pagou um preço elevado pelos momentos de esplendor que o seu sexo lhe proporcionou. Nenhum homem aceita de ânimo leve conviver com a impotência e a perda de virilidade. Ninguém gosta de assistir à degradação do seu próprio corpo.
Para quem adorar Dante (e visto que o homem anda na moda), há ainda o livro de Martim de Alburquerque: Dante – A divina comédia e a fé

Então? Curiosos? Quem conhecia esta editora?

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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

One response to “Alêtheia Editores

  1. Para mim, que adoro livros históricos, é o ideal. E depois, chamo-me Helena. Ainda não fui a Troia, mas nunca se sabe. Boas leituras.

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