Diz-me quem és

Diz-me quem és
Jessica Bird
Editora: Quinta Essência

Sinopse:

Grace Hall é uma socialite deslumbrante, rodeada de glamour, privilégio e riqueza, mas a sua fortuna fez dela o alvo de um louco que anda a matar as mulheres mais influentes de Manhattan. Para se proteger, Grace exige o melhor dos guarda-costas – e depara com muito mais do que esperava. 
John Smith é um especialista em segurança intransigente e frio que é tão dedicado ao seu trabalho como é mortífero. Mudar-se para o luxuoso apartamento de cobertura de Grace é a última coisa que deseja, mas é impossível dizer-lhe que não. Quando explica as regras à sua nova cliente, surgem entre eles faíscas, bem como um desejo incendiário. Com Grace nos braços, John dá por si a baixar as próprias defesas. À medida que as noites amenas se tornam escaldantes e o assassino se aproxima, Grace e Smith enfrentam uma escolha crucial: seguir as regras ou seguir os seus corações.
Gosto mais das personagens femininas da Jessica Bird do que as da Ward… o que é estranho porque são a mesma pessoa… Mas parece que quando a Bird aparece, as personagens femininas deixam de ser florzinhas e passam a ser mulheres importantes e ao menos algo digno do século XXI.  Talvez por isso ache que me vou dedicar a ler só os livros dela como Bird e deixar a Ward de lado.
História:
Estrutura sólida com excelente pacing e momentos de tensão. John está a fazer de guarda do Emabixador quando vê Grace e fica completamente caidinho por ela, o encontro entre ambos culmina num beijo que John e Grace tentam esquecer, mas depois há algo que faz com que ambos tenham de conviver juntos. O assassino é um bocado óbvio, adivinha-se quase mal ele aparece, mas ainda que as mortes sejam um ponto essencial na relação entre Grace e John, o sexo e tensão sexual entre os dois cobre o resto.
Personagens:
Ao princípio quando se sabe que Grace é casada, poucas esperanças há que haja realmente algo mais entre ela e John. Visto o conde estar sempre ausente, torna-se relativamente fácil apaga-lo como personagem: longe da vista, longe do coração… do leitor. Esperava que ele aparecesse e que Grace fosse obrigada a conviver com ele para manter as aparências do seu casamento, mas tal não aconteceu. O que torna muito mais fácil para o leitor imaginar que ela é solteira. Ela é uma mulher de negócios eficiente, triste pelo recente falecimento do seu pai que lhe deixou a empresa e para além de estar na lista de “to kill” de um assassino, ainda tem de aguentar a pressão de ser uma mulher a liderar uma empresa repleta de homens que a querem ver porta fora. Apesar de tudo para uma condessa, ela consegue superar tudo, suck it up e ir em frente.
John Smith é um homem duro, com treinamento militar impecável e que quer tentar manter as coisas profissionais, mesmo que não o consiga. Enquanto Grace evolui para se tornar numa mulher confiante sexualmente, John cresce para um homem que está pronto para abrir o seu coração e tornar-se num homem que todas as mulheres desejam: querido, protector e espectacular na cama… ok talvez possamos tirar o querido. Ao contrário do que se pensa, John não muda. Simplesmente aprender a deixar uma parte de si escondida, vir à superfície.
Veredicto final:
Diz-me quem és é um livro sobre evolução de personagens e como duas pessoas completamente diferentes, de mundos opostos conseguem ser tão perfeitos um para o outro. É um novo tipo de “damsel in distress” apesar de tudo, embora Grace corra perigo e John tenha de a proteger, nada na personagem feminina grita “frágil” ou “helpless”. Talvez seja bom, de vez em quando, sabermos que temos alguém a proteger-nos e que se algo correr mal temos alguém a quem correr. 
  • Personagens cativantes;
  • História sólida.
  • Ver a história do pai de Grace mais explorada.

Para quem gostou deste livro, o 2º sai em Setembro:
Sinopse:
A conservadora de arte Callie Burke não está contente com a sua lucrativa nova missão. Restaurar uma obra-prima adquirida pelo implacável magnata Jack Walker devia ter sido o projeto de uma vida. Mas o problema não é o quadro – é que o sensual proprietário é uma obra de arte perfeita de seu próprio direito. A atração é recíproca, mas Callie sabe que misturar negócios e prazer é má idéia – e não apenas porque ela não pertence àquele mundo de privilégios: ela tem um segredo a esconder… um segredo que deve permanecer enterrado. No entanto, depois de se mudar para a mansão de Jack para fazer o trabalho, a centelha inegável entre ambos transforma- se numa paixão que tudo consome… e o passado oculto dela ameaça destruir qualquer possível futuro para eles.  Ao dar nova vida ao quadro, Callie sabe que o seu tempo com Jack é limitado… a menos que o amor possa de alguma forma encontrar uma forma de transformar um solteirão inveterado no marido dos sonhos dela.
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