Porque és minha

Porque és Minha
Beth Kery     
Editora: Saida de Emergência
320 páginas
ISBN: 9789896374815

Sinopse:

No instante em que Francesca e Ian se conhecem, a atração é mútua; uma carga requintadamente física incendeia ambos. Para Ian, ela é o tipo de mulher a que ele não resiste: inocente e pura. Para Francesca, ele é o tipo de homem que ela mais teme e deseja: sombrio, extremo, autoritário, e interdito. O que se passa entre eles não pode ser ignorado — apenas acatado, evoluindo para um inevitável vínculo.
De um jato particular para um interlúdio em Paris, de um ousado encontro num museu público para a intimidade de um hotel de luxo, Francesca e Ian estão um com o outro sempre que o desejo se torna premente. Mas à medida que a relação deles fica mais intensa, Francesca descobre algo a respeito de Ian — e dela própria — que altera para sempre o jogo e os jogadores. É algo com que eles nunca contaram, algo que lhes faz girar as vidas, delirantemente fora de controlo…

Ok terceira tentativa de escrever a review deste livro: antes que o pessoal me comece a chatear – sim, gostei, sim vou comprar o segundo livro. Pronto, podemos ir todos para casa e comer um cozido à portuguesa.
Já sei o que é que vocês estão a pensar: eish mais BDSM? Não estás farta? É tudo a mesma coisa! Primeiro: não, não estou farta. Segundo, desde que li o “The Silver chain” que descobri que havia livros que deveriam ser lidos, talvez porque, embora sejam sobre bondage e 90% das vezes os homens são controladores; existe sempre algo de novo. No “The Silver chain” e “Porque és minha” é a arte. E eu gosto de arte!
A sinopse já diz bastantes coisas referentes às personagens, Kerry seguiu bastante a fórmula do Fifty shades em relação às mesmas: ‘Cesca é uma pintora/artista virgem com bastante talento e Ian é um multimilionário bastardo que tem uma panca por controlo. E as semelhanças com o 50 shades acabam por aí e ainda bem! O segredo obscuro de Ian, embora não seja assim nada demais, mostra um lado humano e frágil. Já ‘Cesca não é nenhuma parva e embora ao início tenha um misto de inocência, essa faceta rapidamente passa para uma mulher que resiste a todos os avanços de controlo de Ian e tenta ela marcar uma diferença. Tirando a cena em que ele quase a força a tirar a carta de condução para ela ter a sua independência e liberdade, porque não é aceitável que ela ande de transportes públicos. Ela fica meia atónita, mas eu tinha a resposta perfeita para ele.
As situações cómicas, dramáticas e eróticas contribuem para um ritmo de leitura acelerado, sem grandes profundidades, mas que entretém e faz com que o leitor fique curioso quanto à história de Lucien. O que foi um factor positivo para a autora, não gastar a personagem do Ian e da ‘Cesca e com outros heróis escrever um segundo livro onde provavelmente poderemos revisitar o casal do primeiro. É sempre bom quando os autores não enchem chouriços.
Basicamente: personagens sólidas (dentro do possível), história boa com alguns twists que dão vida às personagens, situações que fazem rir o leitor e ainda muito sexo com bondage faz com que “Porque és minha” vale a pena ler dos muitos leques de livros bondage com homens ricos… e traumatizados… e controladores. 
PS: Detestei a tradução e vi-me várias vezes a ler as frases em inglês na minha cabeça, principalmente as cenas de sexo. Pelo menos no Porto: pito significa frango e duvido que Doms sejam tão púdicos ao ponto de dizer “pito” em vez de usarem outras palavras mais sugestivas. Também sei que “pussy” é provavelmente das palavras mais complicadas de traduzir e muitas vezes os tradutores traduzem como lhes apetecer. Mas pronto sempre é melhor que vagina. Nota-se que houve duas tradutoras, porque a tradução é meio bipolar, ou há o uso de palavras caras e excesso de advérbios, ou há conversas com sintaxe estranha ou então estão a utilizar calão. Eu apoio o calão, porque se está “fuck” no original não vamos estar com falinhas mansas. No entanto exageraram bastante no resto da prosa. Nota-se que uma tradutora sabia calão e a outra provavelmente tentou escrever um livro mais politicamente correcto.
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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

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