Ghostwhisper versão gira e menos lame

Primeira campa à direita

Darynda Jones
Editora: Círculo de Leitores
272 páginas
Sinopse:
Charley encaminha para a luz. O seu dom nem sempre é claro e linear. Por vezes, basta apontar o caminho aos que vagueiam sem aceitar a morte. Mas noutros casos, quando a morte foi violenta ou resultou de um crime, ela não consegue deixar de se envolver na busca da verdade. Por isso, alia a sua faceta de ceifeira com a profissão de detetive privado. Primeira Campa à Direita, o primeiro livro da série, coloca-nos face a uma ambiguidade constante entre o bem e o mal, entre a vida e a morte – entre o desejo de ajudar e a força maligna que sempre acompanha (e tenta) Charley, a protagonista.
Primeira campa à direita não começa da forma mais entusiasmante, é preciso habituarmo-nos de certa forma ao estilo de escrita (mais estilo tradução) da autora e nem pensamos muito na história. O que é uma pena porque a autora na língua original, o inglês, o estilo de escrita dela é muito engraçado, as piadas são giras, algumas brincam com as segundas intenções de algumas palavras e para quem gosta de línguas, humor inteligente é sempre bem-vindo. No início Jones mistura crime com investigação, humor e um pouco de erotismo, ingredientes que fazem com que este primeiro livro seja uma introdução bastante satisfatória para uma série de pelo menos 6 livros.
Charley Davinson é uma “ceifeira negra” e detective provada que ajuda a polícia a investigar homicídios e o novo caso é mais complicado que ela pensa. Para piorar as coisas ainda sonha com um homem que a seduz e a chama por “Dutch”.
O caso do homicídio passa um bocado ao lado a nível de policial e evidencia-se mais as capacidades paranormais de Charley de falar com os mortos que é mais ajuda do que analisar pistas. Só mesmo o mistério do homem negro ou “Mauzão” é que leva o leitor a continuar e é este mistério que leva ao clímax que faz com que este livro valha muito a pena. O clímax certo para haver uma continuação: Segunda campa à esquerda que se foca nessa revelação de quem é o homem mau e qual a sua relação com a ceifeira negra.
Charley é uma personagem bastante adorável, adora café, tem sentido de humor contudo a narrativa encontra-se demasiado centrada nela. O resto das personagens são quase como figurinos que a ajudam e até mesmo o Mauzão quando aparece só no fim conseguimos ter um vislumbre da sua personalidade e ficamos confusos (com o cliffhanger). Por isso, no segundo livro espero ver mais personagens secundárias desenvolvidas e saber como é que Charley vai seguir a sua vida.
PS: É uma pena esta série estar a ser traduzida pela Círculo de Leitores que pelos vistos só através do site deles ou ser sócio é que se pode comprar o livro. Não gosto nada disso. Gostava que o pessoal fosse a uma livraria e visse o livro e o comprasse. Aposto que ia vender muito mais em Portugal 😦
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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

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