Série: Club Libertine

Esta série foi lida antes do livro “Claimed by the wolves” e ao contrário deste, o máximo que temos é dois homens para uma mulher (desgraçados). Estes livros seguem uma fórmula sexual que depois de algum tempo fica bastante gasta:

Homem conhece mulher + mulher é tímida/pouco experiente/traumatizada + homem convence-a a entrar no BDSM + TEM DE HAVER butt plugs! Sim em todos os livros há sexo anal + mulher descobre que afinal adora + apaixonam-se = ficam felizes para sempre.

Changing the rules:

O primeiro livro e o mais esquisito de todos. Michelle Edwards precisava de um emprego para pagar os seus estudos e Whelan e O’Mally precisavam de uma assistente que não fosse muito dispendiosa. Michelle e Whelan começam a namorar até que uma noite Whelan convida o seu amigo a juntar-se a um ménage com ela. Criada numa família extremamente religiosa, Michelle foge depois dessa noite. Dez anos mais tarde é chamada ao escritório de Whelan e O’Mally para pagar uma dívida que os seus avós contraíram para salvar a casa. Michelle aceita ser submissa durante um mês. 

O mais estranho nesta meia-noveleta nem é o facto da rapariga ter assinado um contrato onde diz: ok, eu vou ser a vossa submissa (ok, that i salso pretty fucking weird, mas ela já sabia onde se ia meter visto que os conhecia antes), é o facto das personagens masculinas serem totalmente idiotas. Querem vingar-se dela por tê-los abandonado e tratam-na abaixo de cão às vezes e depois notam o que fazem e começam a insultar-se a eles próprios! AI agora? Depois do mal estra feito? Michelle está bem feita e nota-se o contraste entre a sua educação rígida e a vontade que ela tem de quebrar com essa parte dela. Ela fica tão confusa quanto o leitor e age quando o próprio leitor diz: ok, chega, estes gajos são uns idiotas. Como tem de ter um happy ending, pronto os rapazes lá get a grip e comportam-se como seres humanos.

The Librarian and the Dom:
O melhor da série! Depois de um começo onde as personagens masculinas eram parvas, Jake é fantástico! Um viúvo, cuja mulher era uma sub e adorava vê-lo a espancar e a fazer “cenas” com outras subs. Apesar de tudo, Jake sente-se sozinho e quer ter uma mulher que não só seja sua submissa como também o ame. Uma noite ele salva Linda, uma bibliotecária de cair das escadas e fica a pensar nela.

Adorei o facto de Linda não ser assim tão inocente e saber alguma coisa sobre o bondage que leu nos livros, tal como Jake querer separar-se daquilo que fazia no clube para apenas satisfazer a sua mulher. No fundo, nota-se que eles os dois completavam-se e sim, meus filhos tal como disse todos os malditos livros têm sexo anal, seriously what is wrong with the author?

No accounting for love:
Se o anterior tinha uma bibliotecária, este tem uma contabilista conservadora que é contratada para meter as finanças do clube Libertine em ordem. Eddie saiu de uma relação após ter apanhado o seu marido com uma mulher na cama. Ela só quer concentrar-se no seu novo emprego, mas a ignorância sobre o estilo de vida bondage, leva-a a fingir que é submissa de Duncan, o seu parceiro nas contas.
Este terceiro tem mais detalhes de bondage como por exemplo, o uso de um “collar”, que tipo de instrumentos se usam, uma cerimónia com os collars. Tal como Duncan ensina Eddie a ser uma submissa parece que também está a ensinar ao leitor. E, com tanto livro por aí onde há noções erradas, é bom ter um onde ao menos as coisas são feitas mais ou menos dentro dos costumes. Ah e explica finalmente porque raios é que a autora é tão obcecada com sexo anal.
Master, will you take my ass?”
He looked at her, framing her face with his hands, his eyes dark with desire.
“Do you know what you are asking? I’ve barely begun to stretch your ass. It’ll hurt.”
 “I know. But you once told me that’s the ultimate way a sub can show her submission to her master. (…)
Ahhhh, está explicado!
Cin’s secret:
Connor e Liam O’Hara são gémeos e sonham com o dia onde irão encontrar a mulher da sua vida, cujo único requisito parece ser, conseguir distingui-los. Cindy veio pedir desculpas à irmã Lindy por ter fugido todos estes anos e ter sido uma péssima irmã. Quando Connor lhe oferece uma bebida sente uma atracção com ela e testa-a. Pede a Liam que lhe vá entregar outra bebida sem que ela saiba que ele tem um irmão gémeo. Contudo, Cindy consegue-os distinguir bem, deixando perceptível aos irmãos que encontraram a mulher da sua vida… mas Cindy quer regressar a casa e fugir outra vez.
Bem eu só vos digo uma coisa, eu não sei se as fugas das mulheres significam alguma coisa, mas que elas passam a vida a fugir, passam! As últimas histórias da série parecem ser um pouco mais do mesmo e a mulher acaba sempre por levar tau-tau por ter tentado escapar aos rapazes que a única coisa que querem fazer é tê-la como mulher… mesmo que a tenham conhecido nem há um dia!
The Dom, the switch and the sub:
Oh meu deus, finalmente um switcher! É a felicidades, meus amores! Este tema não é muito abordado na literatura não sei muito bem porquê, mas pronto. Perguntam vocês, “Ruiva, o que é um switcher?” *esfrega as mãos* Muito resumidamente, um switcher é uma pessoa que tanto é submissa, como consegue adoptar o papel de Dominator. Nesta história cria-se um clima não tão usual numa relação, onde a mulher tem dois doms e um dom tem um submisso que domina a submissa. Get it? E, the cherry on the top of the cake tem dois homens bis, um não tão confiante quanto a sua sexualidade. Pena que a autora tentou dar densidade psicológica meia artificial no fim para criar um conflito, o que estragou um bocado o livro. Podia ter aproveitado as dúvidas sexuais das personagens.
Resumindo: podem ler um outro melhorzinhos na série para entender um bocado mais sobre este mundo que está tanto na moda, mas que de vez em quando os autores descuidam-se e não fazem uma pesquisa assim tão boa.
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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

3 responses to “Série: Club Libertine

  1. Fiquei sem saber se leio ou não XD Mas pelo menos o último e o da bibliotecária chamaram-me a atenção… Os outros meh.

  2. Bem Ruiva como é que tu consegues, a sério? Leste 5 livros do mesmo género numa semana? Eu não conseguia pegar num livro destes nos próximos tempos. E já agora, isto é mesmo livro para gaja, sempre dois para uma?! Qualquer dia há uma revolução masculina contra este género de literatura…
    Mas enfim, quando quiser saber mais sobre o tema já sei, “The Librarian and the Dom”. Por agora prefiro umas coisinhas mais light, obrigado!

  3. Já li vários livros eróticos de BDSM e parece que nunca me convencem. Acho sempre que falta um pouco de estrutura no enredo e que as autoras se limitam a mandar conteúdo “à toa” para encher páginas. Ainda estou para encontrar um bom livro do género que reuna um bom enredo e uma boa pesquisa sobre este estilo.
    Rita Domingos
    arfdomingos@gmail.com

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