Jardim de Alfazema (Edilean #1)

Jardim de Alfazema
Jude Deveraux
Editora: Quinta Essência
354 páginas

Sinopse:

Jocelyn Minton é uma mulher dividida entre dois mundos. A mãe estudou em colégios particulares e frequentava as melhores salas de chá, mas acabou por casar com o biscateiro local.
Joce tinha apenas cinco anos quando a mãe morreu e, quando o pai volta a casar, a criança sente-se mais só do que nunca – até que conhece Edilean Harcourt, que, apesar de já não ser uma jovem, compreende Joce melhor que ninguém.
Quando Miss Edi morre, deixa à amiga todos os seus bens, incluindo uma histórica mansão do século XVIII e uma carta com pistas para a jovem decifrar um mistério que remonta a 1941. Na carta, Miss Edi também revela que encontrou o homem perfeito para Joce, um jovem advogado. Joce fica chocada ao saber que a mansão e o futuro amor da sua vida se encontram em Edilean, de que nunca antes ouvira falar. Curiosa perante esta reviravolta do destino, Joce muda-se para a pequena cidade, decidida a dar um novo rumo à sua vida.
Em Edilean, todos conhecem a história da jovem e já delinearam o seu futuro, incluindo o homem com quem se deverá casar. Acontece, porém, que Joce tem as suas próprias ideias acerca do homem que terá de conquistar o seu coração e o que fazer aos segredos que ninguém quer ver divulgados. Mas, quando estes se revelam parte da sua própria história, o certo é que a vida parece ganhar uma nova cor…
Em Jardim de Alfazema, Jude Deveraux retrata as paixões, as intrigas e os segredos de uma pequena cidade e dá início a uma extraordinária série centrada em Edilean.

Jardim de Alfazema foi um livro que peguei para uma rubrica e demorei nem uma tarde a ler. Depois da minha experiência no IPO onde li um livro inteiro, descobri que as salas de espera dos hospitais são o melhor sítio para ler.
O livro tem uma história que cativa o leitor e é um excelente modelo para aqueles autores que querem esconder factos das personagens e manter o mistério de forma eficiente. O mistério consegue manter a narrativa bem oleada, enquanto a narrativa principal se foca mais na parte romântica e no triângulo amoroso.  Joycelyn é uma mulher bastante reservada e sonhadora. Embora solteira e com bastantes pedidos de namoro, Joyce sabe que a sua alma gémea anda por aí e quem melhor que Miss Eddie para lhe indicar o homem perfeito para si.


Ao início Joyce parece sempre como uma sombra de Miss Eddie, uma espécie de casamenteira, bastante solitária e presa no seu passado. Se o conflito das mentiras é um bom catalisador de acontecimentos, parecia que todas as personagens escondiam coisas “para o seu bem” e Joyce não passa de um peão a descobrir coisas aos pingos. Mesmo assim, as duas personagens masculinas são bastante agradáveis, não tendo muita profundidade aparentemente, são mais levadas pelas suas acções que ditam a personalidade. Ramsey é o típico advogado, ausente e influente nos negócios de Joyce e com uma personalidade mordaz. Luke, por outro lado, é um homem simples que gosta de botânica. As suas interacções com Joyce proporcionam os melhores momentos do romance: onde os diálogos são vivos, repletos de humor e sentimentos, mesmo que contraditórios como afecto ou ódio. É esta interacção que permite que o livro seja de fácil leitura. Não vou dizer que a escrita é fluída, contudo os diálogos são e isso permite uma leitura bastante rápida.

As imagens e as descrições são bastante eficientes. Sendo Edilean uma cidade fictícia, há algo de completamente americano e puritano na descrição da cidade. Existe bastantes espaços e identidades para explorar que não foram explorados neste primeiro livro. Essa pode ser talvez uma razão para continuar com a série; ler e descobrir mais sobre esta cidade aos poucos, consoante várias histórias e personagens.

“Jardim de Alfazema” é apenas o primeiro livro da série, mas deixou-me bastante curiosa em relação aos outros livros especialmente quando há uma cidade inteira para explorar, com tantas personagens. Durante a leitura sente-se uma frescura vinda das alfazemas e os cheiros dos bolos, entranha-se na nossa mente diversas imagens da pequena cidade e fica o enorme desejo de voltar lá um dia, se possível, o mais rápido que conseguirmos.

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