A lenda de Artur contada como romance histórico

O rei Inverno
Bernard Cornwell
Editora: Saída de Emergência
464 páginas
Sinopse:

Uther, Rei Supremo da Bretanha, morreu, deixando o seu filho Mordred como único herdeiro. Artur, o seu tio, um leal e dotado senhor de guerra, governa como regente numa nação que mergulhou no caos – ameaças surgem dentro das fronteiras dos reinos britânicos, enquanto exércitos saxões preparam-se para invadir o território. Na luta para unificar a ilha e deter o inimigo que avança contra os seus portões, Artur envolve-se com a bela Guinevere num romance destinado a fracassar. Poderá a magia do velho mundo de Merlim ser suficiente para virar a maré da guerra a seu favor? O primeiro livro da Triologia dos Senhores da Guerra de Bernard Cornwell lança uma nova luz sobre a lenda arturiana, combinando mito com rigor histórico e as proezas brutais nos campos de batalha.

O rei Inverno é o primeiro livro da Trilogia dos senhores da Guerra. Com um início bastante lento e que por vezes tornou a leitura demorosa, o que torna o livro bastante atractivo é a forma como Cornwell dá atenção aos detalhes históricos, visto que a história é mesmo quase uma introdução às personagens e ao setting. 
Este livro representa aquela pergunta que muitos historiadores colocaram: e se o Rei Artur tivesse existido mesmo? Na verdade, As Brumas de Avalon sempre tiveram um lugar especial no meu coração por se tratar de uma obra feminista, ao passo que o Rei Inverno é uma obra bastante realista, onde as personagens não se demonstram com grande afectividade, exceptuando Artur. 
Na verdade, o Rei Inverno apresenta-se bem como um livro com temas medievais bastante fortes como o amor embora não o amor cortês tipicamente medieval. Derfel, o narrador, apaixona-se por Nimue, ainda que não seja correspondido, Nimue é apaixonada por Merlin e a sua amante, enquanto o amor de Artur causa a guerra. Como sempre a paixão leva as personagens a cometerem tanto actos de bravura como de estupidez. A personagem do narrador Derfel nota-se bastante esta estupidez em arriscar a vida para salvar o seu amor, e que ao mesmo tempo o torna incrivelmente corajoso. A questão da knighthood também se revela através da personagem de Arthur. Ele não aparece como rei, mas sim como um cavaleiro com uma visão utópica do reino e pouco violenta.
Apesar de tudo, é um livro que me custou bastante a ler por causa da velocidade incrivelmente lenta com que as coisas acontecem e não pelo conteúdo em si. Os detalhes históricos são absolutamente deliciosos e as imagens criadas por Cornwell vivas e fáceis de imaginar. É engraçado como muita gente que se calhar não gosta das Brumas de Avalon, irá gostar certamente deste por ser mais “másculo” e menos fantasioso. Se querem algo real, detalhado e não se importam que a acção seja lenta, O Rei Inverno é para si!
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