Tidy friday #10

Finalmente, aleluia, Allah seja grande passei duas semanas onde publiquei não uma, não duas, nem três, mas 6 reviews! Meus filhos, isto é melhor que o Totoloto, que ganhar o Euromilhões! Três reviews por semana é bom, digam que siiiim para eu ficar feliz – embora a coisa não se vá aguentar por muito tempo mas primeiro, notícias boas:

– Amanhã é fim-de-semana e vai estar sol!
– O meu conto romântico-badalhoco “Uma questão matemática” vai ser publicado na antologia “Amores contados” pela Alfarroba! Nem quis acreditar quando me enviaram o e-mail, estou quase a rebentar de alegria e de “burgonha”!

– Mudei a secção de Serviços e vou começar a cobrar por alguns dos meus trabalhos, porque infelizmente passo o dia a ler livros para reviews ou livros para editar, ou manuscritos e sem dinheiro a cair  Eu sei, eu sei podia fazer de borla, mas depois vou comer de quê? Sim, eu como! Bastante até!

Os livros:

Bem esta semana as reviews foram as seguintes:
Um beijo encantado de Eloisa James – o único livro dela que consegui terminar (hurray);
How beauty met the beast de Jax Gerren – um livro bastante giro com uma personagem masculina desfigurada;
Todas as palavras do amor de Ana Casaca – um livro muito pequeno de uma autora portuguesa que abusa bastante do tell e do infodump sem espaços para romantismos;
O inferno de Gabriel de Sylvia Reynard – um livro que embora tenha sido nomeado como o sucessor do 50 shades of Grey, não tem nada a ver. Prima pela originalidade de ser bastante alusivo à Divina Comédia e a Dante;
Primeira parte do livro Escravas: vendidas: um testemunho real bastante impressionante sobre duas irmãs vendidas pelo pai e a sua luta pela liberdade.
– A flor do desejo de Cherie Feather (crítica sai hoje à noite) – um romance bastante quente e erótico que, como sempre, representa um guilty pleasure. Adoro a forma crua como Feather descreve as cenas sexuais, sem necessidade de floreados.
Eu a fazer nom nom aos livros

Lançamentos:

Começamos o mês de Maio e com o novo mês é tudo ao molhe nos lançamentos, so sim, livros e tal, aos montes e o caraças que podem ver aqui as capas e os links.
Nos lançamentos portugueses, a autora Soraia Pereira lançou o livro de fantasia urbana “Ligação” de uma saga Anjos negros. E vocês perguntam: Ruiva, estás com febre? A publicitar um livro de fantasia de uma vanity? Ah mas vocês já deviam de saber que vem aí marosca, que vai dar início ao seguimento seguinte.

A blogosfera:

Ora bem, hoje vamos ter dois tópicos e ambos têm a ver com a blogosfera ainda que não de forma ligada… tipo, coiso e tal! Anywhore, o primeiro tópico é sobre autores e os seus primeiros livros e o segundo sobre vanities. Sobre vanities? Mas Ruiva, já se falou tanta coisa! Olhem mas esta semana deu escandaleira, por isso eu falo sobre a escandaleira! Mau! Portanto primeiros livros!

Primeiros livros:

(partilhem isto nas vossas walls, que pode salvar-vos a carteira)
O nosso primeiro livro é como o primeiro emprego: milhares de pessoas terminam o curso, mas nunca conseguem ter o emprego -.-” Ou então é como a primeira vez: doi à primeira, mas depois é sempre à abrir! (Tinha de vir a badalhoquice)
Qualquer autor que termine um livro fica a olhar para ele, tão bonito no Word a dizer “publica-me, eu sou fixe! Publica-me!” e o autor como que enfeitiçado, pensa: vou publicar! E então começa essa saga nobre e dura do autor em busca da publicação, onde leva muitos nãos e, de vez em quando, uns sins! Mas esses sins são envenenados, pois vêem com um preço de 1000-2500-3000€ – quer publicar – muito bem, mas tem de pagar e o autor, farto de ouvir não, paga. Depois assina um contrato cheio de erros e falácias, mas com a promessa que terá o seu livro publicado, avança e assina. Até que entra no mundo dos bloggers, e começa a entender que o livro afinal não vai ter a visibilidade que lhe prometeram e o seu livro não será corrigido coisa nenhuma e acabou de cair na esparrela. E agora? O que faz? O contrato está mal redigido, tem centenas de exemplares em casa para rever e quer sair o mais depressa possível daquela situação!
Infelizmente não é só uma pessoa que cai nestes esquemas e o pessoal que quer sair nas vanities são muitos, pois despender de 1000€ em tempos de crise para um edição de bosta não é fácil (e por edição de bosta digo cheia de erros, com design básico e mal formatados). Por isso o 1º conselho é:

– se receberam um não, analisem PORQUÊ.

Há vários motivos pelos quais as editoras se calhar vos recusaram:
– Faz parte de uma série de 10 livros? Normal, as editoras não arriscam em séries;
– O livro é um daqueles estilo Tolkien? Normal, o mercado está saturado;
– É o primeiro livro, e como tal, é uma bosta! (what? pensam que vão acertar à primeira? yeah right)
O que fazer? A resposta mais óbvia é: esperar!
Sim, esperar, amadurecer, e voltar a ler o manuscrito passado anos e rir com as coisas que escrevíamos. Acontece-nos a todos, acreditem. Essa é a beleza de ser um autor, pegar no manuscrito e encará-lo com outros olhos.
– Mas, mas eu quero MESMO publicar!
Sim, filho, tu e todos! Mas há que ter paciência e maturidade para ver: ok escrevi-o, mas infelizmente não ficou como queria. Se não tem esse poder de observação pode sempre pedir a bloggers para darem uma olhadela. Acima de tudo não confiem sempre nos amigos, porque muitas vezes eles têm medo de vos magoar (ou então podem ter amigas como as minhas, que me dão porrada até mais não e eu amo-as! ^_^ Ou então como o meu namorado que é “olha isso não é um plothole enorme na tua história? Uns kiduxos!)
O que me leva ao segundo tema (ai juro-vos encavalitei isto tão bem que as minhas orientadoras de mestrado até me davam um xoixo!)

As vanities:

Agora sim, vem a escandaleira e nada me pára! 
Esta semana, a nossa querida Ivonne Zuzarte nem sabia o que lhe ia passar! A nossa querida blogger ajudou uma autora de uma Vanity Press, que lhe pediu para ela e outro autor reverem o seu livro, porque pelo que constava, a vanity onde ia publicar não ia rever o livro e a autora, em pânico, pois assinou o contrato e não o podia desfazer. A nossa querida Ivonne reviu o manuscrito e enviou para a dita cuja “editora” para ela rever e  enviar o livro sem erros para a gráfica. Mas qual não é espanto da autora quando recebe em casa caixotes e caixotes de livros todos SEM  a revisão da nossa querida Ivonne e REPLETOS  de erros? A noss autora, como podem prever ficou fula, pior que estragada e a Ivonne, igualmente enervada, tratou de confrontar a editora. Infelizmente, ambas ainda não sabiam que comer pasteis podia dar uma dor de barriga enorme e por isso este foi o episódio:
Fogo até temos direito a Print Screen!!
Uma capa excelente
da Pastelaria feita
em Word

Bem, a rapariga quase que lhe dava um AVC, porque os gajos ainda por cima se fizeram passar por parvos! A rapariga bem que os tentou atracar, mas as criaturas não queriam simplesmente admitir que NÃO REVÊEM NADA! E sinceramente uma “editora” mesmo que seja vanity, lamento ser portadora de notícias TÃO INOVADORAS em Portugal, mas É EXACTAMENTE UMA EDITORA QUE FAZ SERVIÇOS DE EDIÇÃO! A Pastelaria Studios é uma brincadeirinha de criança que chupa o dinheiro aos autores inocentes, com capas horripilantes feitas no word com Wordart e ainda pede 1200€ aos autores! Sim 1200€ para fazer uma merda que um profissional faria bem mais barato e com mais pinta!

Senão vejamos:
  • No Shutterstock – site onde as editoras grandes vão buscar os stocks para as capas, podem pagar 39€/5 download ou seja 5 fotos 39€ – depois pode sempre pedir a um designer que lhe faça a composição que é mt mais barato que se fosse um desenho (e tendo você o stock, o designer até pode nem pedir nada, depende das situações);
  • Podem contratar um revisor ou então um blogger e pagar-lhe vá 30€ por rever ortografia – se tiver amigos melhor ainda, mas vamos, por exemplo, fazer de conta que pede a alguém que diz ter uma licenciatura em português e por acaso também é blogger;
  • Se publicar em e-book pode ser você a fazer a conversão e não paga nada por isso;
  • Se quiser, vai a uma gráfica e cada exemplar custa normalmente 5€. Façamos de conta que você imprime (como é edição de autor) 100 exemplares de uma primeira edição. Se você achar que 100 é pouco, pode avançar mais, mas corre sempre o risco de ficar com livros em stock. Afinal não perde nada.
  • Com o seu livro a 5€ a sair da gráfica, pode colocá-lo à venda por 12€ – ganha 7€ de lucro mais de 50% ao invés dos 15% que ganha nas vanities.
  • No final você gastou 540€ e ganhou 660€ só de uma edição pequenina. Façamos de conta que tem 2500€ para investir (em 500 exemplares), e se mantiver a margem de lucro de 7€ fica a ganhar só com essa margem – 3500€.
E nisto tudo teve uma capa feita por um designer, uma edição revista por alguém que tem um curso e ainda foi a uma gráfica. Aliás ainda pode ser melhor e pode ter ambos em formato digital a 6€, para os que gostarem de ter o livro no e-reader e optarem por uma versão mais barata. Claro que há pessoas que não querem ter o trabalho, mas justifica-se estes mamões ganharem rios de dinheiro e darem um produto mau? E depois ainda virem eliminar o post da Ivonne a dizer que era má educação! POR FAVOR AUTORES, não sejam burros!!! Olhem para isto, acham que alguma pessoa vai olhar para estas capas e dizer: epá são uma editora que fazem um design fixe, ou vão pensar: quem foi o puto que andou a mexer no Paint?
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Ma so que é isto? Quem quer ser publicado por uma editora que faz capas piores do que eu quando mexia no Paint aos 10 anos? QUEM É QUE PAGA POR ISTO? PORQUÊ? Dêem-me a mim o dinheiro, valha-me Deus! Eu vou ao Shutterstock, faço-vos uma capa, revejo o texto e depois vocês decidem, mas meu deus! Não gastem quase 2000€ por isto! ALERTEM os autores jovens e inocentes que não estão no meio: vocês vão ter uma edição mal revista, com uma capa que mete dó e ainda vão desembolsar! As melhores capas foram feitas por pessoas FORA da editora! SE É UMA EDITORA, tinha de ter um departamento gráfico, NÃO DEVIA DE HAVER necessidade de alguém de fora fazer as capas! É A FUNÇÃO  da editora, VOCÊS PAGAM para ter uma merda como esta? Estou farta de ver autores inocente a serem roubados, estou farta de ver esta gente a ser bajulada pelo péssimo serviço que faz. Espalhem esta mensagem, por favor! Que nenhum autor caía na esparrela por FALTA  de informação!

E aqui fica mais uma Tidy! Ide, meus filhos e espalhem a mensagem! Quer tenhamos páginas de blogues/pessoais no Facebok, que ternhamos um blogue/wordpress/livejournal ou até Twitter! Vamos todos denunciar os maus serviços prestados por uma “so-called editora”! Que mais nenhum autor caía nas falinhas mansas e que nenhum sonho se torne em pesadelo como tenho ouvido autores a queixarem-se!
Beiiiijinhos \o/
PS: Bem cheguei agora a casa, depois de tirar sangue, a médica disse que eu precisava de fazer natação por causa do meu problema de costas, ainda fui ao centro de emprego, à Porto Editora buscar o primeiro romance do Paulo M. Morais e telefonar para a escola por causa de um erro na candidatura! Agora, vou ler : ler, ler e ler!!

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23 thoughts on “Tidy friday #10

  1. nessiepresso says:

    Eu sempre que ouço falar da Pastelaria quase que me dá uma indigestão, ai vida. A Ivonne bem que me pegou a raiva a eles (também não era preciso muito, porque gente daquela é mesmo para enraivecer). E no outro dia também reparei, e achei bastante “piada”, ao quão parecido o “logo” deles é com o da editora Chá das 5.

  2. Adeselna Davies says:

    Passei-me mesmo por causa da autora em questão, amor eu nem te mostro o contrato deles, porque meu deus! Uma advogada viu aquilo e fugiu. Para além de ter erros de português, aquilo nem sei se é legal O.o Medo, mesmo medo! Eu já estou como o autor, Joel Puga customava dizer: se o pessoal vai mas sabe- tudo bem, sabe os riscos que corre; agora ir ao engano – não!

  3. carla m soares says:

    Relativamente ao teu primeiro ponto – publicar o primeiro romance que nos sai das mãos – não podia estar mais de acordo. Raramente o nosso primeiro produto tem qualidade e maturidade suficientes ( abro uma ou outra excepção eventual para gente excepcional, que felizmente há). Como em tudo, a prática faz a perfeição… ou pelo menos uma coisa decente. A honestidade connosco proprios também ajuda e uma grande dose de intransigência pessoal – eu nunca estou contente com o que faço, mesmo quando gosto do texto… percebe-se?

    Escrevi pelo menos 5 volumes antes de decidir que um talvez (TALVEZ) pudesse ser publicado. O que me leva à segunda questão: recusei uma proposta de uma vanity PORQUE ME INFORMEI e cheguei a falar pela net com uma pessoa que já tinha publicado nessa vanity e não estava nada satisfeita…
    Fi-lo também porque era tudo ou nada: ou era suficientemente jeitoso para uma editora investir (dinheiro deles, e não meu) ou preferia que o livro nunca visse a luz do dia. Persistência, paciência e costas largas. Sem isso, não vale a pena.

    E sim, é verdade, a opinião de amigos e conhecidos vale de pouco, porque a maioria gosta de nós ou têm vergonha de “esmagar-nos”.

  4. Ivonne C. Zuzarte says:

    Normalmente, estendo-me nos comentários, mas vou tentar não fazê-lo agora, até porque tu já disseste tudo. E muito bem dito, devo acrescentar.

    “Infelizmente, ambas ainda não sabiam que comer pasteis podia dar uma dor de barriga enorme” Já me estava a rir, com esta parti-me toda. Eu bem tenho andado cá com uma indisgestão…

    1º ponto: Que m*rda de capas são aquelas? Nunca as vi mais 'feias'… Credo!

    2º Haja INFORMAÇÃO!!! Muitos autores foram enganados por falta disso! É óbvio que vou partilhar, esperei a semana toda por isto! Já que alguns autores não o podem fazer, por razões óbvias…

    3º Comecei a ler o post a comer pipas torradas com sabor, melhor mesmo só com as pipocas! (Isto das pipas é verídico!)

  5. Leto of the Crows - Carina Portugal says:

    Todos os autores deviam informar-se em relação às editoras que contactam, e pensar duas vezes nas propostas. Contactei algumas (vá, um monte delas), só as vanities me responderam (e uma outra que se mostrou muito interessada, disse que não cobrava, pediu-me a morada para enviar o contrato e, depois disso, silêncio… o contrato não chegou cá a casa, enviei vários e-mails mas não me responderam, telefonei e disseram que não sabiam de nada… e eu fiquei: alguém anda a gozar com a minha cara). Em todo o caso, mal as vanities me comunicaram que tinha de pagar, disse redondamente que não, até porque escrevo por gosto, não pelo dinheiro que possa ganhar com isso. E pagando 3000 mil euros sem garantia de venda de exemplares… só se fosse milionária. Por isso, preferi distribuir o e-book gratuitamente (e aceitar doações de almas caridosas à pobrezinha da escritora lol).

    Nota: Esta semana a minha mãe apanhou uma gastroentrite por comer um pastel… por isso, tenham cuidado com essas pastelarias.

  6. macy says:

    Parabéns Ana Ferreira!
    Absolutamente brutal! Deste uma valente pedrada no charco, aliás no charco de lodo que vai crescendo a olhos vistos no campo editorial!!!!
    Teresa Carvalho

  7. Leitura Não Ocupa Espaço says:

    Uma situação lamentável, sem dúvida!
    E ainda mais lamentável é a actuação da editora para com os autores e leitores/bloggers… Se, por experiência do passado, já não aprovava a conduta desta vanity, então depois de saber isto, fiz-lhes uma cruz!

  8. Selenyum says:

    Por lei, uma editora que não edita não se deveria poder chamar editora. Já viram o que era se eu abrisse o Talho Churrasco e depois ia-se a ver e era uma farmácia?

  9. Inês Santos says:

    Ora bem começando do inicio:
    – Elahhh tanta review! ai filha era o que eu queria, 3 por semana, assim ja ficava feliz. por acaso na ultima semana consegui esse feito mas como ainda me faltam umas 9 (no minimo) o efeito não foi o mesmo. Enfim, de qualquer forma parabens =p
    – andas a ler uns livros um pouco coisos. mas eu perdoo te com aquele gift da come-livros =p
    – em relação à blogosfera, eu vou aqui dizer o quanto gosto dessa editora da merda!!!! Detesto-a!!! a gaja é uma atrasada, faz se de burra e não mexe um pintelho! Se nao fosse pelo Vasco Ricardo, pela capa feita pelo irmão e pelo suor que ele gastoua publicitar o livro, eu nunca tinha contribuido para esta ramelisse de editora. A gaja ta na minha lista negra.
    – agora que ja desabafei, vou ali pegar no meu manuscrito, termina lo e enviar para editoras de JEITO
    – btw, no dia em que tu responderes a um comentario meu aqui no teu blog dou te um premio…

  10. Adeselna Davies says:

    Um dia vou responder à Inês Santos, hoje é o dia!
    Olha que os livros nem são maus 🙂 Quanto à dita editora, enfim, pelos vistos eles estão na lista negra de muita gente, mas ainda há quem os apoie e autores que publicam lá 😦

  11. Ivonne C. Zuzarte says:

    Bem, Inês, tiveste sorte ahahah!
    Qual é o prémio? 😛

    Eu não sei o que motivam os outros autores, mas os que conheço foi porque não sabiam o que a casa gastava… será que são todos assim? É que é preocupante, então.

    Quanto às pessoas que os apoiam, a maioria só vê o que a editora permite. Então a censurar publicações e comentários e a bloquear as ditas pessoas, ainda mais. Os que os apoiam só vêem o que a editora quer, ou seja, o que de 'bom' se faz por ali, que é coisa pouca…

    Apesar de tudo, já vejo mais pessoas contra a pastelaria quando há coisa de uns meses atrás era tudo (ou muitos, vá) a lamber-lhe o… os pés!!

  12. Paula says:

    Sempre pensei que não se tinha que pagar às editoras para ter um livro publicado. Não é suposto ser ao contrário?

    ” vocês vão ter uma edição mal revista, com uma capa que mete dó e ainda vão desembolsar! “

    Fora que livros desses não têm credibilidade nenhuma. Há até sites onde as pessoas publicam qualquer livro, basta pagar. lol Só para dizerem que são escritores. Tão escritores como eu. “Editoras” com nomes como Pastelaria, Alfarroba e afins, só o nome é patético. Eu só dou crédito a livros publicados por editoras de nome em Portugal. Se não conseguirem que essas os publiquem mais vale ficarem quietos.

  13. Adoa says:

    O meu primeiro livro foi editado numa editora que estava a começar. Informação não havia. Mas os e-mails são para se usar. Trocamos muitos em relação ao contracto que iríamos assinar. Até aí tudo bem. Corrigiram o livro – o que haveria para corrigir… Todos com muitos sorrisos e delicadezas. Todas as editoras são muito simpáticas quando querem um livro e eu nem lhes paguei nada. Por isso foi um voto de confiança mútuo. Tal como confiei neles, também eles confiaram e acreditaram no meu livro. Depois é que vieram os problemas! Imprimiram sem avisar. Quando estava em Portugal apresentaram-me um contrato abusivo que acabei por assinar para não dar bronca antes de uma apresentação. A partir daqui, só faltou mandarem-me à merd*. Estou vinculada a eles com este livro por cinco anos (faltam mais 3)- o livro é o primeiro de uma série de 7. Eles acham que têm os direitos internacionais quando no contrato nada indica tal facto. A questão é que, mesmo achando que temos todos os dados na mão, eles podem simplesmente estar a mentir e contra isso pouco podemos fazer.
    Em relação à “Pastelaria” também já tive o meu amargo de boca. Publiquei com eles numa antologia e enviei-lhes o dinheiro para receber pelo menos um exemplar – eles queriam que eu comprasse mais… O livro nunca chegou a casa. nem livro nem dinheiro. Ladrões e caloteiros. Por estas e outras, não penso mais editar em Portugal.

  14. Adeselna Davies says:

    O livro nunca chegou a casa. nem livro nem dinheiro. Ladrões e caloteiros. – Dinheiro? Que dinheiro? Nunca soube deles pagarem aos autores. Vê no contrato, porque sinceramente eu acho que estes senhores deviam de ir a tribunal para levarem um valente susto! -.-

  15. Adoa says:

    Ana, refiro-me ao dinheiro que lhes enviei pelo banco para receber um exemplar. Nunca esperei receber nada pelo meu texto. Isso estava claro, sendo uma antologia. Mas depois estive a ver a lista do pessoal todo que foi aceite e a imaginar o pior… a qualidade do que ia sair. Creepy!
    Mas espera! Falaste em contrato? Não me lembro de nenhum!

  16. v_crazy_girl says:

    Eu desta pseudo editora li dois livros. Um deles odiei a revisão (falta dela). Na altura estava em contacto com a autora e disse-lhe mesmo que achava que o livro tinha potencial, embora precisasse de ser aprofundada a história. E disse-lhe também que não me consegui centrar no livro porque encontrei imensas gralhas que podiam ter sido impedidas pela revisão!! Aí a coitada da autora concordou comigo, disse que era a primeira e última vez que publicava algo com aquela editora e que odiou a experiência.

    A seguir a esse livro, da editora só li o Vasco Ricardo (que gostei muito). Não sabia que a capa tinha sido feita pelo irmão do autor, mas devo dizer que faz sentido xD Sempre me perguntei como é que a editora, que tem umas capas tão feias tinha conseguido aquela capa tão engraçada e depois voltado às suas capas tão feias…

    Por fim… apoio tudo o que disseste! ahahah :p

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