Um romance português insosso

Todas as Palavras de Amor
Ana Casaca
Páginas: 208
Editor: Editora Guerra & Paz

Sinopse

Numa viagem em busca de si mesma, Alice escreve a primeira de muitas cartas a um grande amor. Não imagina que, na morada para onde envia as cartas, vive António, um homem que nunca viu. O homem recebe a primeira carta e as palavras daquela mulher que também não conhece, confrontam-no com aquilo de que sempre fugira.
Alice é uma mulher divorciada à procura do seu próprio rumo. António é um padre que, nunca ousou trilhar o caminho do amor. Todas as Palavras de Amor é um romance que começa com a surpresa de um engano. Depois, em páginas de uma escrita fulgurante, aprendemos que um engano talvez seja a melhor forma de modificar duas vidas para sempre.
Ana Casaca não é nenhuma escritora. Isso sente-se na forma atabalhoada como escreveu o romance “Todas das palavras do amor”, criando uma necessidade ora de arrastar a história, ora de criar múltiplas tragédias perto do fim, como se de uma telenovela se tratasse. Falta de sentimentos num romance é grave. Às personagens criadas por Casaca faltam sentimentos, conexões, situações criadas pela autora para que consigamos sentir que as personagens não são ficção, mas sim pessoas como nós. O estilo epistolar não ajuda a criar esta conexão, serve apenas para afastar o leitor. As cartas, embora escritas com um romantismo muito á flor da pele, não passa para nós, visto faltar mais situações reais, sem ser-nos dito pelas personagens, para que acreditemos que os casais são feitos um para o outro. O livro é demasiado curto para criar e está muito longe de ser “o melhor livro do ano”. Aliás, é o contrário. É só mais um livro, que podia ser bom, que podia ser bonito, mas que não o é. Que tenta passar um sentimento sem que a autora tenha capacidade para tal. Não sabemos nada das personagens e elas envolvem-se instantaneamente, forçando o leitor a acreditar que eles se amam. Casaca foi no entanto inteligente em criar problemas que dificultassem a vida das personagens (tal como uma novela), contudo, se quiser ler sobre padres, leio “O crime do padre Amaro” e se quiser ler um romance epistolar bom, prefiro “A paixão do jovem Werther” de Goethe. Um livro que tem muito por ordem explorar e que deixa demasiadas perguntas em aberto, sem se preocupar com detalhes importantes para criar uma relação entre livro – leitor.
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