Críticas na Nanozine (quickies)

Como estou a preparar a edição da Nanozine nº 8 dedicada à erótica, tenho recebido e lido livros eróticos e escrito críticas para o blogue, que posteriormente serão adicionadas ao número da revista.
Fica aqui, contudo, um apanhado dos dois livros que li até agora:

Ensaios sobre açoitamentos
Anónimo
Editora: Publicações Europa-América
Colecção: Grandes clássicos eróticos
Original: The Whippingam papers

Este livro esquecido nas prateleiras portuguesas surge com uma série de ensaios das mais variadas formas: ora em poesia, pequena peça de teatro, conto ou mesmo anúncio sobre, claro está, açoitamentos. De título original “The whippingham papers”, embora a maior parte das edições declarem o autor como anónimo, a sua edição original em 1887 é atribuída a Edward Avery (um editor de pornografia vitoriano) e St George Stock. As contribuições para este volume são ainda atribuídas a Algernon Charles Swinburne, ainda que no anonimato (várias vezes nomeado para o prémio Nobel).
Ao leitor a carga erótica composta nas diversas histórias não o atinge directamente. As sucessivas odes de apreço ao açoitamento podem ser de forma neutra durante o livro até à última página, onde fica o vazio e a vontade de receber umas boas palmadas. O leitor que não espere um ensinamento de como espancar, mas sim um conjunto de textos de época arrojados que representam o outro lado do (i)moralidade vitoriana.

Sob o céu de Paris
Elisabete Caldeira | Jorge Campião
Editora: Alfarroba
*este livro encontra-se escrito ao abrigo do AO*

“Sob o céu de Paris” retrata uma história monótona sobre um casal que se encontra numa relação extraconjugal em Paris. Toda a narração está desenvolvida em torno das personagens de Carlos e Raquel, deixando as outras personagens nos capítulos adicionais com um papel redutor e pouco explorado, sem sentimentos ou profundidade.
A história assume um ritmo monocórdico, sem grandes altos desrespeitando assim as estruturas tradicionais, não havendo clímax da narrativa, nem perigo para as personagens. A relação de Carlos e Raquel é perfeita, sem atritos e o leitor assume um papel passivo sem grandes envolvimentos emocionais em relação às personagens. “Sob o céu de Paris” pode não satisfazer todo o tipo de leitores, especialmente os compulsivos, mas poderá agradar a amantes com maturidade que queiram redescobrir a arte através da pintura e do sexo.
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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

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