Nova parceria

Depois de contactar a Europa-América, foi estabelecida uma parceria. Disponibilizaram logo um livro do catálogo ao qual escolhi “A morte é um acto solitário” de Ray Bradbury.

Estou um bocado behind nas leituras e na escrita, isto porque ando a fazer vodu, utilizar mézinhas da avó, rezar uns terços para que o State of the art fique completo! Mesmo assim, mal chegar este livrinho, meto mãos à obra!
O meu exercício matinal todos os dias!
Ilustração de Carlos Ruas (cartonista brasileiro). A imagem foi retirada desta tirinha: http://www.umsabadoqualquer.com/nao-era-lenda/


A MORTE É UM ACTO SOLITÁRIO
RAY BRADBURY

SINOPSE:

— Sinto-me terrível. Já alguma vez pensou que algo de horrível vai acontecer, mas não sabe o que é?
Como é que as jaulas dos leões tinham ido parar ao canal, ninguém o sabia. Tal como ninguém parecia recordar-se de como é que os canais tinham ali surgido no meio de uma cidade velha que, de algum modo, caíra sob as ervas daninhas, as ervas que arranhavam todas as noites as portas, juntamente com a areia e os bocados de algas e os resquícios de tabaco dos cigarros lançados ao longo das margens, desde 1910. Mas aqui estavam eles, os canais, e no fundo de um deles, numa corrente de água de um verde escuro e escumada por óleo, os antigos vagões de circo e as jaulas, descamando a sua tinta de esmalte branco e dourado e enferrujando os seus grossos gradeamentos de ferro. Há muito tempo atrás, no início dos anos 20, estas jaulas tinham possivelmente desfilado pelas ruas, como refulgentes tempestades de Verão com animais deambulando no seu interior, leões abrindo as suas bocas e exalando hálitos quentes, cheirando a carne fresca. Parelhas de cavalos brancos arrastavam a sua pompa através de Venice e através dos campos, muito antes dos estúdios da MGM construírem as suas fachadas falsas e montarem um novo tipo de circo, o qual viveria para sempre em imagens cinematográficas. Agora tudo o que restava do antigo desfile terminara aqui.
— A morte – disse a voz por detrás de mim, – é um acto solitário.

SOBRE O AUTOR:

Ray Bradbury, autor-mito com mais de trinta obras, entre as quais as míticas Farenheit 451, Crónicas Marcianas e Cântico à Humanidade, é o mais genial e incontestável contista dos Estados Unidos da América. Com uma escrita marcadamente poética e envolvente, Morte é um Acto Solitário conduz-nos pelo brilho decadente que marca o fim de uma época de ouro — o Cinema Mudo. Um retrato da tristeza e da solidão que atrai a morte em Venice, Califórnia.
Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s