O amor sempre triunfa

 

Mil Noites de Paixão
Madeline Hunter
Páginas: 336
Editora: Edições Asa

Sinopse: Eles não têm absolutamente nada em comum. Lady Reyna é uma mulher virtuosa e erudita, que preferia morrer a quebrar uma promessa ou voto. Ian de Guilford é um sensual mercenário, um cavaleiro errante cujo temperamento fogoso lhe valeu a alcunha de Senhor das Mil Noites. Ela não conhecia a sua fama quando, fazendo-se passar por cortesã, transpôs as linhas inimigas com um plano desesperado para salvar o seu povo. Agora que está frente a frente com o guerreiro a cujos encantos, diz-se, é impossível resistir, Reyna apercebe-se de que subestimou o seu inimigo. Ele está decidido a tudo para subjugar a sua virtude. A bem do seu povo, ela não pode ceder… e a sua audácia leva-a a fazer algo com que nunca sonhou: pôr em jogo o seu coração.

Eu acho que nada me preparou para este livro! Li “O protector” da mesma autora e achei horrível! Decidi arriscar esta edição até porque a capa prometia (não há nada melhor do que colocar mamas numa capa para chamar à atenção). A verdade é que adorei! Nem eu própria acredito com a profundidade da história de amor. Esqueçam lá o Romeu e a Julieta que esses já não estão para as curvas! A verdade é que em “Mil noites de paixão” o amor é tratado com uma profundidade nunca antes vista nos livros de literatura light. Começamos com as personagens Ian de Guilford, um mercenário “todo bom” que possui muitos mais talentos que os corporais. É um homem bom, atencioso e extremamente carinhoso, enquanto Lady Reyna é uma mulher forte, independente e extremamente inteligente. A nível histórico não há nada a apontar, Hunter fez a sua pesquisa de uma forma eficiente e com bastante rigor histórico: os tecidos, as refeições. Eu sei que a história parece um bocado óbvia ao início, contudo Hunter guia-nos pelas páginas com sentimentos belos, usando palavras meigas para descrever a paixão tórrida entre os dois. O estilo de escrita da autora revela-se  adequado à altura, Hunter não só pesquisou os conteúdos históricos, como ainda a linguagem prosaica e arcaica, o que resulta numa obra complexa e difícil de ler. O leitor fica com esperanças que tudo corra bem no fim para os dois; a sensação que se acabar tudo bem, o mundo à nossa volta cai e nem conseguimos dormir direito a pensar “não é justo! Eles merecem um final feliz…”. Creio que os caros leitores não se irão arrepender de ler tal história de amor que se revela intemporal. Julgo que preciso de mais um livro para verificar se esta não foi uma leitura off, mas se de facto os outros livros forem tão bons quanto este, a Madeline Hunter entra na lista das minhas autoras feministas favoritas!

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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

One response to “O amor sempre triunfa

  1. tambem gostei pouco do protector, mas mesmo assim continuo a preferir os primeiros 2 livros dela

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