Portuguese writers y u no show don’t tell?

Como estou a ler para aí 5 livros em simultâneo e ainda não acabei nenhum (damn you estágio, you were the chosen one, why give me such a hard time?), decidi pelo menos postar a evolução de cada, para fazer uma espécie de ponto da situação!
Vaporpunk
vários autores
Editora Draco
Até agora só li três contos. A minha opinião pessoal para já é meh. Bastante meh. Ok, ok eu estava à espera de algo muito bom, feita “toininha” como aconteceu com o George Martin e a Anne Bishop. Pensamos que vamos ler algo maravilhoso e depois notamos falhas, mas a verdade é que de steampunk mesmo ainda só li um conto e a nível de escrita era bastante confuso. O outro é uma mistela que nem é carne, nem peixe e o último que li é mais solarpunk que vapor. Ainda por cima isto nem se pode considerar contos, alguns são mesmo noveletas, pelo que não há desculpa em dizer “ah são contos, por isso é pequeno…” Alguns autores têm 30 páginas para si. Em 30 páginas conseguem contar uma história decente com pormenores fantásticos, mas para já julgo que ficam aquém da expectativa. Pode ser que o resto melhore um bocadinho e depois na minha crítica consiga explorar mais a fundo cada história.

Escritos dos Ancestrais
Rodrigo McSilva
Editora: Presença


Antes de mais um muito obrigada à Inês Santos do blogue “Portugal Creative” por me ter emprestado o “Justine” do Marquês de Sade e este livro (estás aqui *aponta para o coração*). Comecei a ler ontem no comboio quando ia-me encontrar com a malta do Nanowrimo do Nuorte e a primeira impressão nas primeiras páginas foi “Fixe ele está a dar background mitológico para as pessoas que não sabem muito poderem acompanhar”… pasadas 80 páginas… continua o background até que eu me apercebo de uma coisa: pelo menos até à página 83, isto não é fantasia, mas sim “Myths told as fiction!” Para já não há nada de novo, é simplesmente a mitologia nórdica com diálogos… e a minha reacção mudou logo. O livro é muito exaustivo, expositivo e cansa. Chegamos a um ponto em que lemos na diagonal porque o cérebro não aguenta mais! O que me levou a perguntar “Presença, what the hell is wrong with that cover?” Admiro muito o Tiago da Silva *hands down baby*, mas a sério? Não tem nada a ver com o livro! O que me levou a escrever o título deste post! Porque é que os portugueses fazem sempre “tell” e nunca “show”? É que nem há emoção na escrita, nem na leitura…

Steaming
Vaneesa Barger
Editora: Decadent Publishing Company


O mesmo sentimento que apliquei à noveleta “Lady of devices” aplica-se aqui. Embora este seja efectivamente steampunk, a acção é rápida, sem grandes explicações e com muito por explorar. O vilão está mal construído e a personagens principais são ainda muito superficiais. Pode ser que melhore lá para o fim, mas é pena as pessoas não escreverem mais que 113 páginas com uma história que dá para mais.

O retrato da Biblioteca
Carina de Portugal
*Beta-reading*


Como o livro ainda se encontra em testes, vou aos poucos anotando algumas conclusões. O retrato da biblioteca é uma mistura de low com high fantasy, onde a autora arrisca bastante ao empregar um vocabulário complexo e lírico, que pode não ser acessível ao público geral. Com algumas arestas a limar a nível de personagens (principalmente na principal, uma jovem que lê Divina Comédia aos 16 anos – eu levava a miúda para um hospital para ser tratada). Contudo como ainda pode ser mudado e repensado, nem tudo está perdido e é esta a vantagem principal de não publicar logo o livro. Há mais tempo para reflectir sobre detalhes.

Downspiral – Prelúdio
Anton Stark
*Beta-reading*

Outro livro de steampunk desta vez com a peculiaridade de ser uma mistura entre high fantasy + steampunk (sim porque supostamente o punk seria apenas para o nosso mundo no século XIX). Graças a Deus que este livro não peca pelo “tell not show”, para já tem muita acção que prende o leitor e confere um bom ritmo de leitura sem quebras. Como ainda vou a meio a única coisa que poderá melhorar será o espaço temporal, devido ao ritmo alucinante da acção. Para já está a ir muito bem.

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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

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