Afinal não são só os portugueses que metem água

Lady of devices

(Magnificent deviced #1)
Shelley Adina
Editora: Createrspace
Páginas: 202

London, 1889. Victoria is Queen. Charles Darwin’s son is Prime Minister. And steam is the power that runs the world.

At 17, Claire Trevelyan, daughter of Viscount St. Ives, was expected to do nothing more than pour an elegant cup of tea, sew a fine seam, and catch a rich husband. Unfortunately, Claire’s talents lie not in the ballroom, but in the chemistry lab, where things have a regrettable habit of blowing up. When her father gambles the estate on the combustion engine and loses, Claire finds herself down and out on the mean streets of London. But being a young woman of resources and intellect, she turns fortune on its head. It’s not long before a new leader rises in the underworld, known only as the Lady of Devices.

When she meets Andrew Malvern, a member of the Royal Society of Engineers, she realizes her talents may encompass more than the invention of explosive devices. They may help her realize her dreams and his . . . if they can both stay alive long enough to see that sometimes the closest friendships can trigger the greatest betrayals…


Lady of devices é apenas a minha 4º/ 5º leitura no mundo steampunk, mas dá para ver que está a léguas de distância de alguns escritores. Adina conta uma história apressada, com poucas páginas e com pouco vapor, o que representa uma desilusão. Num mundo steampunk é preciso ser inovador, tomar algum tempo a construir a nossa visão daquela cidade e comparado com “Dearly departed” este livro está longe de ser algo bom. Podemos considerar “Lady of devices” uma noveleta que tem pano para mangas (uma heroina engraçada, uma série de peripécias giras que podia ser mais aproveitadas). Não sei se por falta de inspiração ou por falta mesmo de técnica da autora, o livro é um condicional eterno “Se isto fosse assim… se a autora tivesse escrito assim em vez disto.”

As personagens são engraçadas até porque mulheres fracas num mundo steampunk não existe (e se existe não é steampunk), no entanto penso que Adina foi pelo caminho mais fácil para criar empatia com a Claire. Para quem lê daqueles romances eróticos light, sabe bem que a maneira mais fácil de meter a mulher em big trouble é metendo-a na falência, helpless, sem nada para recorrer a um homem. Confesso que Adina portou-se bem até certo ponto, conferiu algum orgulho em Claire, ainda que no fundo soubéssemos que esta teria de recorrer a um emprego oferecido por um homem para ter dinheiro para comer. Claro que o homem terá de ser alguém que seja igual à nossa Claire, de modo a criar uma empatia fácil. As outras personagens não têm assim um papel tão relevante e parecem um bocado esbatidas devido à sempre maravilhosa Claire.

Quanto aos “devices”, o livro apresenta algumas partes dedicadas ao vapor, mas tal como o número de páginas, estas são bastante reduzidas. Perdemos mais tempo a saber a aventura de lady Claire do que a conhecer uma Londres nova.

O segundo volume foi publicado em Dezembro passado e talvez consiga acrescentar algo de novo.

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