o polícia, os vampiros e o taxi

O fim chega numa manhã de nevoeiro

Renato Carreira
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 240

Com este título quase que podíamos fazer uma sinopse do livro “O fim chega numa manhã de nevoeiro”. O Renato Carreira é muito bom a escrever títulos, já livros de fantasia urbana… eh I’ve had better, I’ve read worse… O que se sente depois de concluir a leitura é um vazio. Um vazio enorme e uma vontade de saber mais sobre um livro mal aproveitado.
Sinopse:
Quando um grupo de feiticeiros renegados decide despertar uma personagem maldita da história portuguesa para cumprir uma profecia de séculos, Baltazar Mendes (investigador policial a quem acusaram de loucura!) vê-se envolvido contra sua vontade num conflito mortal em que nem todos os oponentes são humanos. Tudo dependerá de si porque, se a profecia se cumprir e o desejado regressar, o fim chegará numa manhã de nevoeiro. Uma aventura frenética, metade thriller, metade fantasia, que apresenta uma nova e talentosa voz do fantástico nacional.
A falta de descrições é uma das maiores falhas, especialmente para aqueles que não moram em Lisboa. Não sabemos como é o ambiente numa era onde existem vampiros e mágicos. Podia ao menos descrever as ruas, a política, em vez disso somos empurrados para casas, ruas, escritórios. A história também é o tradicional cliché: alguém mau que quer governar o mundo, causar destruição bla bla e para isso precisam de ressuscitar o D. Sebastião. Ora bem a história podia ter enredos mais profundos, já que a maior parte das vezes deixa o leitor dependurado para causa “suspense”, que nem sempre é bem sucedido. A acção decorre a um ritmo vertiginoso, embora se note que o autor teve preocupação em criar uma história coerente com bastantes momentos vivos. O humor que supostamente deveria ser o ponto forte do livro de facto não levou a melhor de mim. Eu sou das pessoas que se for necessário rebola a rir, mesmo que esteja no comboio. O autor conseguiu arrancar-me dois sorrisos e uma situação de espanto, de resto senti-me mais como uma Floribella confusa.
Ou seja é um livro de acção que parece ter tropeçado na fantasia por acaso, pessoalmente ficou-me na ideia que o autor fez pouca pesquisa sobre fantasia urbana. Quis escrever um livro com alguns elementos “novos”, mas podia ir mais longe e tornar-se uma leitura agradável, mas nope… é só mais um livro.
Ah só mais uma coisa – desafio a todos que lerem o livro a beberem um shot de bagaço cada vez que o Baltasar leva uma pancada na cabeça e cai desmaiado!
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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

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