A beleza do amor

Tim

Colleen McCullough
Edição: Colecção Sábado
Tradutora: Maria do Carmo Cary
Páginas 200
Quando lemos um livro que tem como personagens uma encarnação de um Deus em forma de homem e uma mulher fria e quarentona esperamos um romance cor-de-rosa, light em que tudo está bem quando acaba bem. A esta receita inicial vamos adicionar uma deficiência ao Deus e dar um coração à quarentona. Com esta base a receita para o sucesso de “Tim” está concluído, muita da beleza no cai nas beleza das situações, mas sobretudo na simplicidade das personagens. Ao ultrapassar as barreiras da atracção física, Colleen McCollough apela a uma reflexão por parte do leitor em relação ao amor puro e ao direito à diferença/ igualdade. Um homem, mesmo que portador de uma deficiência seja ela motora ou cognitiva tem todo o direito de ter uma vida feliz e normal, onde a sua diferença passe a ser uma igualdade perante todos. Não são precisas descrições longas, até porque o raciocínio de Tim é bastante simples e pragmático, para provar que o livro ainda que bom, peca pela superficialidade das relações amorosas. As personagens evoluem mas não há descrições com os sentimentos de Mary que poderiam ser exteriorizados com mais profundidade ou complexidade. Quando fechamos o livro temos a sensação de que reflectimos sobre o assunto e saímos mais ricos como pessoas/ indivíduos, ainda assim uma parte literária fica a querer mais.
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