Excessos de uma romântica

A Paixão Segundo Constança H.
Maria Teresa Horta
Editora: Bertrand
Páginas: 304

A Paixão segundo Constança H. é um hino às mulheres de ontem e de hoje, é dirigido às mulheres do antigamente – donas de casa, escravas e submissas e às mulheres modernas donas de casa, escravas e submissas que não se conseguem libertar do estereótipo criado durante anos. Constança H. tem uma paixão, que se chama Henrique, que também a ama, mas que a trai. Confusa entre o seu amor cego por Henrique e a sua dignidade a loucura irá tomando conta de si, acabando por ser internada e acusada de homicídio.
Não há muito mais que possa dizer sobre este livro, ou melhor há, mas ia ser daqueles posts gigantescos com direito a referências e tudo. Maria Teresa Horta escreveu uma obra-prima, onde a mulher é testada até aos limites da decência humana. Internada, sujeita a choques-eléctricos Constança H. é um grito de revolta às mulheres que foram durante anos sujeitas a internamentos, violência física, descriminação. Um livro chocante e poderoso.
“Marguerite Gautier morrendo, gritando o nome do seu amante, camélias da cor da menstruação postas à cabeceira…”
“Ainda se falou em lobotomia … «Estou bem, já não me sinto revoltada», escreveu Sylphia Plath, repetindo as palavras de uma mulher internada como ela, depois de lhe terem tirado parte do cérebro.”
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