A Estrela de Nariën

Estrela de Nariën

As sombras da Morte
Susana Almeida
Páginas: 430

Editor: Saída de Emergência

Colecção: Teen
Faixa etária: a partir dos 14 anos
A Estrela de Nariën foi uma prenda que comprei para a minha irmã mais nova, aquando a feira do livro do Porto (pouco tempo depois do livro ser colocado à venda). Como a leitura agradou-lhe e veio-me pedir o segundo volume, achei que deveria ler e quando li na sinopse que haveria uma divisão nova chamada “avatares” lembrei-me um pouco do “Handmaid’s Tale”. Para começar a Faixa etária, mesmo que seja meramente indicativa e não deverá ser tomada à letra, devo dizer que acerta mais ou menos na idade. Se um livro com 430 páginas deverá assustar o adolescente de 12 anos (visto o conteúdo não ter nada de chocante), penso que também para adultos já é esticar a corda.
A Estrela de Nariën tem tudo o que já foi dito na fantasia até agora: Elfos, cavaleiros, magia, traições e que enverga por alguns clichés. O início do livro é um pesadelo: nomes quase impossíveis de pronunciar, acontecimentos que se desenrolam demasiado depressa: Lilith ama Aheik, e perguntamo-nos porque raio ela gosta dele se nunca vimos o rapaz a fazer nada de digno e há a confissão de homossexualidade por parte do seu irmão Rhys. E se poderíamos aproveitar a questão da homossexualidade para introduzir alguma profundidade, ela simplesmente desvanece-se sozinha, sem sabermos muito bem o propósito pela qual o Rhys assume-se como homossexual à frente da irmã. As avatares também poderiam ter um papel melhorzinho, parecem restringidas a uma moral rígida, uma espécie de freiras com magia. Quando o seu papel mágico podia ser maior e podiam no fim dar bem mais luta.
A narrativa apesar de bem escrita, sem grandes falhas aparentes, carece de romantismo propriamente dito. Tudo é obra do destino e da reencarnação, não havendo voz própria dentro das personagens principais para entender o porquê deles sentirem amor. Aheik é o tradicional cavaleiro corajoso e nobre e Lakshmi ainda não é nada, devido ao seu papel apagado. Étain é a vilã tradicional e cliché: bela, sedutora, irresistível, que quer a Estrela de Nariën para conquistar o mundo. Os diálogos estão bem construídos, porém existe mesmo uma insistência por parte da autora na conjunção adversativa “porém”, o que causa por vezes estranheza a sua sucessiva utilização.
O cliffhanger final é inteligente, pois obriga o leitor mais curioso a salivar pela continuação da história. A nível narrativo achei a pausa um bocado brusca, na medida em que o leitor ficar pelo menos um pouco na expectativa de pelo menos algo acontecer. (Fez-me lembrar do final do cd1 do Final Fantasy VIII quando o Squall é atingido por uma ponta de gelo e eu e a minha prima corremos a inserir o cd 2)
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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

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