Lightspeed Magazine

THE ZEPPELIN CONDUCTORS’ SOCIETY ANNUAL GENTLEMEN’S’ BALL

Um conto breve do subgénero “Steampunk” que muitas dores de cabeça me deu aquando a leitura do “Leviathan” de Scott Westerfeld. Decidida a não desistir da luta contra a literatura “Steampunk” visto ter todos os ingredientes para se tornar um dos meus géneros favoritos, peguei neste conto de Genevive Valentine, que pode ser lido na revista online “Lightspeed Magazine”. Um conto com altos e baixos devido ao espaço limitado disponível, que não deixa de trespassar uma certa beleza através da maquinaria. Ao contrário do “Leviathan” este conto parece mais maduro e melhor escrito. O facto de Valentine pegar numa classe, os condutores de Zeppelins, e percorre o dia-a-dia de um condutor, na qual é descrita a adoração pela altitude, pelo céu, cientes dos riscos que a profissão envolve. As máscaras de protecção que já não são de metal, mas de plástico para “melhor segurança” dos trabalhadores. O conto beneficia de partes esquisitas, atrapalhando o leitor quando este estava bem embalado na história.
“Then Captain Marks shoved the woman into the balloon.
She was wearing a worn-out orange dress, and a worn-out shawl that fell away from her at once, and even as the captain clipped her to the line she hung limp, worn-out all over. He’d been at her for a while.
I still don’t know where he found her, what they did to her, what she thought in the first moments as they carried her towards the balloon.
“Got some leftovers for you,” the Captain shouted through his mask, “a little Gentlemen’s Ball for you brave boys. Enjoy!”
Then he was gone, spinning the lock shut behind him, closing us in with her.
I could feel the others hooking onto a rib or a spine, pushing off, hurrying over. The men in the aft might not have even seen it happen. I never asked them. Didn’t want to know.”
A mudança de tom, de uma espécie de luta por direitos, para passar para um assassinato descrito de maneira tão desorganizada faz com que o leitor leia e releia até conseguir entender. Ainda assim gostei de ler. O conto deu-me esperança num subgénero que pensei que fosse falhar a entender por ser novo e tão diferente. Mesmo que não seja a leitura perfeita encoraja o leitor a descobrir novas obras de Steampunk.

I’M ALIVE, I LOVE, I’LL SEE YOU IN RENO




Um belíssimo conto de ficção científica da autora Vylar Kaftan, que mistura uma história de amor com as leis da física. Numa época onde a Esperança Média de Vida é de 150 anos, acompanhamos uma relação entre a personagem e o amado, com os seus problemas na relação influenciada pela física, mas com problemas reais. “I knew you loved me, of course. It was written in your eyes when you looked at me, a physics problem with no clear answer. If an irresistible force meets an immovable object, what happens then?” Estar numa relação implica estar preso a alguém, para alcançar a liberdade é imperativo o divórcio, mas o que fazer quando as leis da atracção falam mais alto? Quando a separação acontece, qual a velocidade necessária para os dois colidirem?

If I’m a train leaving Philadelphia at 3:00, going 50 miles an hour, and you’re a train on the same track leaving San Francisco at 4:00, going 55 miles an hour, at what time will we collide and run each other off the tracks?

More importantly, if we move at the speed of light, and I shine a light in your direction, will you blink and tell me to stop blinding you, or will you not see me coming until it’s too late?
If Einstein is flying next to our train, looking into a mirror and wondering where his reflection has gone—will you ask him whether anything stands still, or if everything is always in motion? Relative to everything else, of course.

And ask about Reno. If our trains crash there, should we consider that they’ve stopped moving? Or are they still in motion on Earth, relative to everything else in the universe?

Romântico, dinâmico, versátil, a ciência é usada com mestria de uma forma poética , iluminando o leitor gentilmente, sem grandes exibicionismos científicos, apenas as leis que todos conhecemos e pelas quais já passamos.

Imagem: http://dezzan.deviantart.com/

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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

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