O livro dos Mortos

O livro dos Mortos
Douglas Preston | Lincoln Child
Editora: Arcádia
Colecção: Arcárdia Thriller
Páginas: 484
Data: 2010
Tradução: Mario Dias Correia

O bom e o mau dos policiais, que têm como base uma saga, para além do acumular de personagens e de situações prévias, temos também o facto de todos poderem ser lidos como isolados. O bom reside no facto de podermos acompanhar a história mesmo sendo o nosso primeiro livro da saga, o mau é que entramos na história a meio e não sabemos o que raio se passa. Confesso que o meu interesse por policiais tem vindo a aumentar, especialmente depois de ter lido coisas de Dürrenmatt e de Raymond Chandler. Não peguei ainda na trilogia Millenium de Stieg Larsson devido à grandeza dos volumes, embora esteja morta por ler policiais suecos. Não gosto de livros grandes, sejam eles policiais, fantasia ou outro estilo qualquer. Penso que a maior parte das vezes que pego num livro com mais de 450 páginas, tudo à volta dele grita: Palha, e palha é algo que não gosto. A letra é pequena, o livro enorme. Oitenta capítulos dos mais variados tamanhos, que visam acompanhar o final do agente Pendergast e do seu rival, o seu irmão psicopata, Diogenes, que se prepara para cometer um crime terrível. “O livro dos mortos” tresanda a filme de acção típico americano – um suposto plano genial por parte do rival, que falha a todos os níveis na segunda parte da obra. Embora não se note que o livro foi escrito por duas pessoas (factor bastante positivo) a segunda parte é claramente melhor que a segunda, pelo menos a nível de ritmo. Se a primeira parte passa-se com Pendergast na prisão e pormenores bastante interessantes a nível da história do Egipto, cria-se demasiado suspense e questões, que precisam de ser resolvidas na segunda parte. Como sempre o bom ganha, o mau perde, o bom é o herói e é impossível simpatizar com o mau, a nível tradicional “O livro dos mortos” não vem trazer nada de inovador aos policiais, contudo a nível de mudança de cenários bastante cinematográfica, provoca curiosidade no leitor desejoso de chegar ao próximo capítulo para saber como continua o anterior.
Não existe nada de aliciante na narrativa, não existe nenhum mistério, as personagens são planas, as descrições por vezes são exageradas e o último capítulo chega a ser melhor que o livro inteiro. Valeu as informações adicionais sobre o Egipto e sobre o próprio livro dos mortos.

Notas de tradução:

Encontrei algumas gralhas, contudo as duas mais graves, foram:
Página 105: “Laura Croft, põe-te a pau!” – não sei quem é a Laura Croft, mas se estamos a falar da mesma pessoa, então será LARA Croft, aliás Lady Croft e não Laura Croft. Um bocado mais de respeito pelos geeks não fazia mal nenhum.
Página 332: “Com a sereia a uivar, Laura Hayward, conseguiu chegar a Greenwich Village (…)” um livro que tem não só um tradutor como também um revisor devia de pelo menos ter em atenção estas coisas. “Siren” em inglês tanto é sirene, como de facto sereia, embora mermaid seja mais comum. Por isso a menos que na América chame-se sereia a uma sirene, acho que o revisor não devia de passar certos erros tão básicos.

Notas de edição:

Nota-se que em certos parágrafos o tamanho de letra diminui de súbdito e que o espaçamento estava de igual modo diferente. Havia linhas com as palavras expandidas e outras em que as palavras pareciam encostadas umas às outras, o que dificulta a leitura.
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About Adeselna Davies

Occasionally works as an English and German teacher, also loves to read all kind of books and wish someone would pay her to read and write reviews forever. She is also a magazine designer and writes short-stories.

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